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11 maio 2014

Botafogo melhora a finalização e goleia. Óbvio, não?



O Botafogo sobrou na fria noite de sábado no Maracanã. Aproveitando que o Paulo Baier trabalha em escala (1 x 3), Sheik e Daniel travaram uma disputa particular e chegaram à artilharia do Brasileiro. O jogo foi tão tranquilo que até Wallyson voltou das férias.

Daniel ficou maluco (Crédito Sportv)
Falando sério, faz muita diferença ter algo que lembre um técnico. Em qualquer profissão, acreditar no líder - e não apenas no chefe - é um grande diferencial na produção. Embora esse tema já tenha sido amplamente discutido aqui, é sempre necessário lembrar o que perdemos.

Ainda no jogo contra o Internacional, eu cravei que o Botafogo não cairia. O time já mudou, a proteção à defesa melhorou demais, diminuindo os espaços lá atrás. Falta muito, é verdade, mas voltamos a ter cara de time.

O time cresce com Edilson e Junior Cesar, com dois laterais que apoiam mais. Mas é a movimentação de Sheik, com o crescimento de Daniel e a saída de bola do Bolatti que tem proporcionado o Botafogo chegar com mais perigo ao gol adversário - não mais apenas com aquelas bolas cruzadas da intermediária.

Vejam os números abaixo (jogos no Maracanã):

x Criciúma (09/05)

16 finalizações
4 para fora
2 impedimentos

x Internacional (27/04)

17 finalizações
11 para fora
2 impedimentos

x Unión Española (02/04)

23 finalizações
14 para fora
3 impedimentos

x Independiente (18/03)

13 finalizações
12 para fora
2 impedimentos

É pouco tempo, mas os jornalistas que cobrem o clube já relataram que Mancini tem treinado exaustivamente finalizações. Não dá para dizer ainda que o time tem chutado melhor, mas os números acima já dizem algo, não é?

Mesmo que o Criciúma seja uma equipe mais fraca que as demais, podemos dizer que já estamos chegando ao gol com mais tranquilidade, não mais naquele esquema de "abriu, chutou". Isso tem se traduzido nos números. 

Agora falta acalmar o Gabriel, deixar o Bolatti como segundo homem e acertar a cabeça do Jorge Wagner. Eu colocaria ainda o Ferreyra no lugar do Zeballos. Ele teria uns 525 gols, mesmo já tendo cumprido um jogo de suspensão automática.

Curtinhas:

- Que partida do Dória.

- Se aquela bola por cobertura do Edílson entra, renderia uns 50 posts no Instagram dele.

- O time terminou com 4 laterais em campo. Os dois que entraram (Lucas e Julio Cesar) jogaram efetivamente na posição e Edilson e Junior Cesar passaram ao meio. É a segunda vez que Edilson joga nessa posição.

- Mesmo assim, em pouco tempo, Julio Cesar já levou uma bola em profundidade.

- Alguém se lembra do "golpe de vista" que o Jefferson fez no 1º tempo? Aquela ali foi de matar quem estava atrás do gol.

- Daniel Messi?

- Importante não levar gol. Foram 5 partidas seguidas com o Jefferson buscando a bola no fundo da rede.

03 abril 2014

Carta aberta ao time do Botafogo



Carta aberta ao time do Botafogo
Por Manoela Pagotto

Caros dirigentes, comissão técnica e jogadores do clube Botafogo Futebol e Regatas, será que vocês realmente sabem o que é o amor por um time? 

O que se viu em campo ontem:
nada!
Acredito que talvez vocês até tenham um pouco de noção do que é esse amor quando se deparam com a nossa torcida incrível e apaixonada nas arquibancadas. 

Mas o que não imaginam é que ali está apenas uma parte desse amor.

O amor começa antes. Bem antes.

Com aqueles que acordaram cedo pra preparar a festa. 

Aqueles que viraram noite, mobilizaram pessoas, organizaram mosaicos, muitas vezes, dias, semanas e até meses antes.

Aqueles que tiveram que se indispor com o chefe pra tentar sair do trabalho mais cedo ou que deram um jeito de fugir de algum compromisso familiar só pra chegar a tempo de participar da grande festa.  

Aqueles de pouca idade e os de muita idade que nunca deixam de participar.

Aqueles que viajam de longe, às vezes muito longe, que pegaram carro, ônibus, avião, que mudaram completamente suas rotinas só pra estar ali. 

No último jogo pela Copa Libertadores, Botafogo x Union Espanhola, eu e minha família éramos umas dessas pessoas que saem de longe só para te ver Botafogo. Sair cedo de casa, negociar com o chefe o horário no trabalho, vestir aquela camisa que sempre dá sorte, pegar estrada, correr pra não perder o voo de ida já pensando que só temos uma hora entre o fim do jogo e o horário do voo de volta, deixar o carro no estacionamento do aeroporto, entrar na sala de embarque e encontrar um monte de outros loucos como nós. 

Isso só poder ser amor, Botafogo.

Talvez ali, quando vocês entram em campo e se deparam com aquela linda festa já toda preparada, vocês não façam ideia de tudo o que aconteceu para que cada uma daquelas pessoas pudessem estar ali.

Hoje eu só queria que vocês soubessem que dirigentes, técnicos e jogadores vêm e vão, mas o amor da torcida sempre permanece. O nosso amor transborda. 

12 fevereiro 2014

"Começou"



"clap-clap-clap"
Começou. Entrei no estádio um pouco atrasado, como de praxe, e não vi a linda festa quando os jogadores entraram em campo. Hoje, vendo as fotos, me arrependo. Infelizmente, vi que a partida havia começado de forma errada, os catimbeiros argentinos escolheram o lado da torcida para atacar no primeiro tempo. Nada. NADA, me deixa mais nervoso que atacar para “lá” no segundo tempo. Mas hoje foi um dia de exorcizar superstições.

De toda forma, ontem foi onde tudo começou. Não me digam que aquela farra (lindíssima e inesquecível) sobre o Deportivo Quito valeu por que não era Libertadores de verdade. Era, no máximo, um Sparring de luxo. Agora começou a briga com os cascudos, os cachorros grandes e os eventuais vira-latas. E nada melhor que começar a competição mais importante do continente contra um clube Grande argentino que nunca ganhou a Libertadores. Eles sabem da urgência que nós temos. Eles também aguentam o escárnio diário. E ontem ficaram mais longe do que nós de se livrar disso. Mas divago.

Imaginei com meus amigos a seguinte cena: hoje, no Vaticano, após rezar sua missa, o Papa pediu ao seu secretário: - bota no “Pay-per-view” e traz um balde de cerveja, ansioso pelo jogo. O coitado deve ter pedido mais um balde depois do jogo; pois se o Papa é deles, Deus, certamente é nosso. Já que, apesar de sempre nos lembrar da nossa condição mundana de humanos, hoje nos deu uma certeza de um paraíso infinito. E, para mim, só o Botafogo consegue isso. Só.

Voltando ao jogo, estávamos com menos torcida que na quarta, pois embora fossemos quanto eu esperava, 30 mil, não era decisão. E no primeiro tempo tomamos sufoco. Não se iludam pelo placar, nós jogamos de igual pra igual, se não pior que os caras. Só falo isso do nível técnico do jogo. Táticas, notas e atuações individuais eu deixo para o Thiago Pinheiro e/ou o Fernando Lôpo, muito mais gabaritados para tal função que eu.

De toda forma, jogávamos pior, um pouco receosos ainda e quando eu já xingava o “El Tanque” Ferryera de “El Bonde” e outros adjetivos nada carinhosos, pedindo, naturalmente, que ele queimasse minha língua, ele mete aquele gol de rebote. De caneleiro. De 9. De jogador que ainda vamos xingar muito, mas que bota a bola pra dentro. E nós precisamos disso. 1 x 0 e o Papa chorava na capela sistina. 1 x 0 e o Maracanã fervia, caliente como um caldeirão alvinegro. Ferreyra começou a entornar o caldo.

O primeiro tempo acabou logo depois, bolas pra cá, bolas pra lá, mas sem maiores contratempos.

Voltamos ávidos pela vitória e castigados pela incerteza iminente, lar eterno do verdadeiro Botafoguense. Juro, o segundo tempo durou 38 horas, se não mais. Quem estava no Mario Filho pode atestar. Nunca o tempo passou tão devagar. Demorou demais até sair o segundo gol alvinegro, dos pés do Wallyson, nosso novo redentor. Para vocês terem a noção de como o tempo passava para mim, após o chute, meu amigo Sávio gritou “gol”. Eu olhei para ele, olhei para o campo, e apenas 2 segundos depois explodi em alegria. A rede estufava novamente. O Botafogo lavava a sua alma, e os 20 mil alvinegros que ficaram em casa lamentavam profundamente por não terem pago os absurdos 80 (ou mais) reais.

Após aquele gol, e certamente com medo dos gritos alucinados e absolutamente ensandecidos da torcida, o San Lorenzo pouco fez, exceto os 5 ou 6 escanteios seguidos que deram um pouco de medo.

Mas, mesmo assim, toda a vez que chutaram a gol, o Negro Gato, aquele poço, lago, OCEANO de confiança, nos fazia esquecer cada vez mais os traumas do passado. Há algum tempo o Jefferson não deixa dúvida que podemos confiar nele. E que diferença isso faz para nossos corações.

O jogo acabou com o Botafogo calmo em campo, tocando a bola, a torcida gritando olé, o Bolatti dando “balãozinho”. Quando o juiz apitou, desta vez demos, sim, aquele famoso “abraço de gol” pós-jogo. A primeira vitória da Libertadores era nossa!

E se saímos do Maracanã certos de que não somos o melhor time, de que temos, sim, falhas táticas e técnicas; saímos também certos de que este ano será diferente. Hoje a torcida não estava confiante e certa, houve muito receio, pois era um clube sério, grande, que jogava bem, mas demonstramos nossa força, e se continuarmos assim, acho que contaremos esta história de 2014 para nossos netos.

A história esta sendo feita hoje. Não deixe que nada seja mais importante que isso. Eu sou o Botafogo. Você é o Botafogo e juntos vamos levar esse clube adiante.

Saudações Alvinegras!

Torcida vence mais uma



Torcida é a melhor em campo outra vez

E novamente a simbiose entre torcida e time levou a mais uma vitória na Libertadores. Se contra o Deportivo Quito o caráter decisivo de um jogo eliminatório, com resultado adverso a inverter, fazia com que pairasse sobre a torcida uma tensão que só se dissipou no terceiro gol de Wallyson, hoje a preocupação maior era com a bola mesmo, pois o San Lorenzo é uma equipe mais qualificada.

Esse time é acostumado a jogar com dois volantes lado a lado e dois meias abertos. As variações na forma de jogar se dão pelas características dos jogadores e pelo posicionamento do quinto jogador de meio. 

Contra o Quito, Lodeiro foi o jogador mais livre, se movimentando e buscando jogo o tempo todo. Hoje foi diferente. Lodeiro teve uma função tática mais rígida, marcando pelo lado direito, e com a bola no pé foi sofrível, errando praticamente tudo. Além disso, ao apoiar fechava muito demais, deixando Edílson sem ter com quem jogar quando acionado. O lateral só conseguiu produzir alguma coisa quando Wallyson caiu pelo seu lado ou em jogadas individuais de linha de fundo.

Do lado esquerdo, Jorge Wagner e Wallyson se alternaram na marcação na posição de meia aberto. Quando era Jorge Wagner quem compunha a linha de meio, Wallyson ficava mais livre para puxar o contra-ataque. Isso era bom porque nos dava uma válvula de escape. Quando era Wallyson fechando o lado esquerdo, tínhamos mais dificuldades para sair.

Jefferson: segurança para a defesa

O time joga no seu limite físico, marcando com muita aplicação, com todos se ajudando, jogando próximos para que não haja buracos sem cobertura. A defesa, se de vez em quando comete falhas técnicas individuais, é o setor mais entrosado e mais forte do time. Todos jogam com muita confiança. Ainda assim, novamente o adversário teve algumas (poucas) chances muito claras. 

O problema é com a bola no pé. O jogo se deu muito pela esquerda, com Júlio Cesar, Jorge Wagner e Wallyson. O lado direito foi pouco acionado. E novamente abusamos de chutões para Ferreyra. O time tem poucas jogadas, dificuldades de sair jogando, e hoje depende muito de espaços na defesa adversária para explorar a velocidade de Wallyson.

Sem Seedorf, que era a referência técnica para onde todas as bolas eram chutadas, e sem meias de criatividade que controlem o jogo, precisamos que pelo menos um dos volantes jogue. Gabriel, um dos melhores em campo, carrega demais a bola e não tem no passe o seu forte. Marcelo Mattos, que marca mais preso, não tem mais condições de ser titular. Compromete a defesa e atrapalha o ataque. 

A solução aqui pode ser Bolatti jogando na posição de Marcelo Mattos, marcando mais posicionado enquanto o camisa 11 faz a marcação mais móvel, dando mais volume, como aliás o próprio Duda comentou.

Ferreyra celebra seu gol

No ataque, foi importante que o primeiro gol tenha sido de Ferreyra. O argentino se desdobrou na marcação, deu trabalho aos zagueiros usando o corpo e ofereceu mais opções ao time. Porém, continua apresentando defeitos técnicos graves. Esses problemas técnicos são incorrigíveis, daí a importância de saber extrair dele o que pode oferecer de bom. Posicionamento, força, pivô, jogada aérea, abertura de espaços. 

E Elias, que muita gente jura que seja jogador de futebol, não teria feito este gol, pois desconhece a regra 11 do futebol e estaria em impedimento.

Torcida aplaude após o jogo
No final, uma vitória fundamental tanto para a tabela quanto para o emocional. O Botafogo sai muito forte desses dois jogos, empurrado por uma torcida que faz jogadores limitados superarem seus limites com a força do conjunto e da energia das arquibancadas. 

Torcida que, aliás, não para de cantar em momento algum, mesmo nos momentos de baixa, diferentemente de torcidas muito propagandeadas por aí que passam o jogo inteiro mudas.

A torcida fez o time ganhar mais três pontos na marra. Pode ser o suficiente para passarmos de fase, mas em algum momento precisaremos também de bola. Há tempo para melhorar.


06 fevereiro 2014

A libertação alvinegra




"Nós também gostamos da Libertadores, Wallyson"
Crédito: Vitor Silva/SSPress (UOL)

Suor. Calor. Palpitação. Abraços. Todos estiveram presentes no Maracanã ontem. Mais do que gols, lances, nós táticos e inversões de falta, ontem o Botafogo foi si mesmo outra vez. Primeiro, durante o dia, o Botafogo apareceu em alguns torcedores tomados pelo inevitável pessimismo alvinegro, já tão corriqueiro em nossas sofridas (e escaldadas) cabeças. Depois, o Botafogo apareceu pelas poucas e discretas camisas alvinegras pelas ruas. Ninguém foi trabalhar de camisa. Ninguém se mostrou ostensivo demais. É verdade, foram mais que o comum, mas poucas. Mas não entendam isso como demérito! De forma alguma o é. Mas não somos os mais populosos. Nunca seremos. Não é parte da alma alvinegra.

Nós não somos uma massa acéfala e risonha. Somos confidentes de um mesmo segredo (para poucos). Irmãos que talvez nunca se cruzariam de outra forma. Melhores amigos (todos no estádio) durante aquela noite que nunca terminou.

Chegando ao estádio, a multidão alvinegra, como há muito tempo eu (infelizmente) não via, não exalava o otimismo do jogo contra o Criciúma. Não havia a certeza iminente de vitória no ar. Havia dúvida, decerto, mas, ainda bem, todos foram lá conferir. Entrei. Gritei e me preparei. Seria uma noite longa.

Na hora do mosaico me senti um monumento, um fenômeno natural. Bastou levantarmos as nossas placas, e o restante do estádio, como se diante das Cataratas do Iguaçu ou das pirâmides do Egito, começou a fulminar-nos com flashes intermináveis. Flashes que, com certeza, ficarão na minha memória tanto quanto o mosaico ficará para quem o viu de longe. Imponente de igual forma. Duas versões e dois momentos inesquecíveis.

O jogo em si começo agitado. O Botafogo parecia afobado em desencantar na tão sonhada Libertadores. Confesso que não sou do tipo muito apegado a táticas e a determinados tipos de análise que pouco acrescentam à essência do jogo. À alma do jogo. Então, para mim, o jogo começou naquela bola vadia que o Jorge Wagner cabeceou. 

E não me venham dizer que foi um “passe” que não foi! Ele cabeceou absolutamente inconscientemente do fato de aquela bola ser “A” bola do jogo. Cabeceou para o alto, talvez até tenha ficado cego pelos holofotes. Aquela bola pairou, olhou o estádio todo, parou por mais alguns minutos e o nosso novo menino Wallyson, que também espiava a bola com vigor e vontades incomuns, encheu o pé. Cheio de confiança. Cheio de vontade. Cheio de amor alvinegro que transbordava o rio Maracanã. Não aquele que conhecemos, mas o rio Maracanã que liga a lágrima da arquibancada ao verde e suntuoso gramado do Maracanã. A prece da criança mais cedo no seu quarto. O beijo no santinho, tapa no ombro do amigo. A mordida nervosa no escudo.

Para mim, amigos, o jogo mudou ali. Como um vendaval que passaria a assoprar todos os nossos jogadores ao ataque. Todas as nossas bolas aos barbantes alheios, todos os desejos lunáticos e infantis rumo ao mais puro delírio e deleite de um torcedor. Aquela bola, facilmente isolável, mas que terminou mansamente nas redes equatorianas, me deu a certeza de que venceríamos o jogo.

E o time nervoso, que já botara duas bolas na trave, que já brigara, que já estava com pouca paciência para a catimba adversária, acalmou. E a torcida, que já preparava uma vaia (mesmo que apenas mental), respirou. E a alma do pequeno alvinegro que existe em cada um de nós voltou a se inflar e crer. Hoje não saímos daqui sem a vitória.

Volta o time do intervalo e com a cabeça mais fria pensamos. E se? 

E tome outro gol de Wallyson (após um belo passe de Lodeiro, que jogou demais). 

E com a cabeça já quente de novo pensamos. E se? 

Um gol nos eliminaria (mesmo sabendo que o Jefferson mal tocou na bola o jogo todo). 

Mais um gol do Wallyson. 

Numa bola que chegou a bater no microfone, como quem quer mais atenção ainda. Mais que 60 mil vozes (o borderô não me engana). Ela queria a América. O mundo. Bateu no microfone e ficou ali, colada na linha. Desprezou a rede que coletava os sonhos de todo alvinegro. 

3x0 e ninguém mais pensava em nenhuma possibilidade de derrota. O jogo estava consumado e Henrique fez o quarto para expulsar ainda mais a “zica” que estava. Tomara que continue. Quando o juiz apitou, diferentemente de TODOS os jogos do Botafogo que eu já fui, não comemoramos o apito final como um gol. Apenas celebramos. Abraçamos os irmãos desconhecidos, melhores amigos por 90 minutos. Cerramos nossos punhos ao alto, abraçamos nossos amigos, saudamos o time, e rumamos para casa. Lindos, livres e liberados da quarta-feira que demorou 3 semanas para passar. Agora, sim, começou a caminhada da Libertadores.

E vamos torcer para que possamos, enfim, nos libertar.

Venha comigo!

Saudações Alvinegras!

Texto de Vinicius Alvarez

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