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11 julho 2017

CT do Botafogo: o sonho virando realidade



Se o torcedor do Botafogo pensou que não viveria nesse ano uma expectativa tão grande quanto a de um jogo pela Libertadores, foi surpreendido pela notícia de uma possível aquisição de um centro de treinamento (CT). Quem entende a importância dessa estrutura certamente está mais ansioso do que em disputa de pênaltis (até porque isso já perdeu a graça para nós).

Amanhã, 11/07/2017, o Conselho Deliberativo votará a proposta de aquisição de um CT construído em Vargem Pequena, zona Oeste do Rio de Janeiro. Como conta a reportagem do UOL, os irmãos Walter e João Moreira Salles financiarão a compra, e o Botafogo os pagará em 30 anos.


Ilustração do local (Espaço Lonier)

Há anos os torcedores clamam por um mecenas, sempre sonhando com aportes financeiros a fundo perdido feito por botafoguenses ilustres. Num futebol profissional, isso não é necessário. É possível que empresários façam esses investimentos e tenham retorno, se o projeto for viável.



A ajuda dos botafoguenses ilustres

Engana-se quem pensa que o Botafogo não tem ajuda de torcedores ilustres com grande condição financeira. Como em todos os grandes o clubes, no Botafogo também há ajuda política, financeira e de relacionamento institucional por parte de grandes torcedores. Porém, quem direciona os investimentos é o próprio clube. Nunca foi apresentado um projeto bem estruturado, viável, para que fosse feito um investimento com um retorno bom para todos.

Os irmãos Moreira Salles e outros alvinegros sempre socorreram o clube em momentos de dificuldades. Seja para fazer fundo de investimento, ajudar a captar patrocínio, fechar as contas ou até pagar salários, o Botafogo sempre contou com essas pessoas.

No mandato de Bebeto de Freitas, foi feito o CT João Saldanha em General Severiano. Esta obra foi capitaneada por um grande sócio botafoguense que colaborou fortemente nos mandatos de Bebeto de Freitas, Maurício Assumpção e continua a fazê-lo na gestão Carlos Eduardo. Os irmãos Moreira Salles são muito próximos a este sócio, em quem confiam bastante quando se trata de entrar em algum projeto envolvendo o Botafogo.

Citamos aqui os irmãos Moreira Salles porque já saiu na imprensa. Não citaremos o tal sócio porque não lhe pedimos autorização. Mas por ele ter uma visão mais moderna e profissional para o Botafogo, certa vez ouvimos de pessoas da sede que o clube deveria fazer uma reforma estatutária para "impedir que alguém como ele chegue à presidência".



As condições do CT

O Conselho Fiscal do Botafogo já analisou o Memorando de Entendimento entre Botafogo e os irmãos Moreira Salles para aquisição do CT. O memorando trata das condições financeiras do negócio, que são as seguintes:
  • Valor máximo de R$ 25 milhões para aquisição de terreno mais obras (ou já pronto) .
  • Botafogo e irmãos Salles devem aprovar local e condições.
  • Imóvel fica em nome dos irmãos e por meio de Instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda, será adquirido pelo BFR.
  • Pagamento em 360 parcelas iguais (30 anos).
O Conselho Fiscal também recomenda que o Botafogo se desfaça de Marechal Hermes ou de Caio Martins para arcar com as despesas mensais das parcelas e da manutenção do novo CT. Seria mesmo interessante para o Botafogo se livrar dessas instalações problemáticas e concentrar esforços e recursos em algo realmente seu.

Pelas contrapartidas exigidas pelos irmãos, o Botafogo deve:
  • Construir uma escola no local que atenda ao menos 60% dos jovens das categorias de base - além da bela preocupação com o social, uma escola agrega muito valor ao clube e aos jovens que lá estão. Ajuda até na formação como jogador.
  • Repassar aos irmãos Moreira Salles 20% dos direitos financeiros que couberem ao clube, derivados de negociação de jogadores das categorias de base.
  • Manter o percentual mínimo de 60% (sessenta por cento), dos direitos financeiros de qualquer jogador que passe pelas categorias de base do Clube - essa cláusula protege os irmãos e também o Botafogo, evitando o fatiamento dos direitos de jogadores da base.
As contrapartidas não apenas parecem justas como agregam valor e protegem o Botafogo em alguns casos.



O local

Conforme já noticiado amplamente, o CT deve ser num terreno de 200 mil metros quadrados em Vargem Pequena, onde hoje funciona o Espaço Lonier. O tamanho do terreno permite com sobras a construção de um CT integrado para categorias de base e profissional.

O local tem um campo de dimensões oficiais, mas já conta com outras estruturas prontas, como as de hospedagem, permitindo ao clube definir a melhor forma de realizar obras de adaptação às suas necessidades.


Infraestrutura esportiva (Espaço Lonier)

Fosse apenas um terreno baldio em município distante, já seria algo bom. Um terreno de 200 mil metros quadrados na zona Oeste do Rio traz excelentes perspectivas para o Botafogo.



Benefícios para o futebol

A base do Botafogo, blindada por Manoel Renha, conseguiu excelentes resultados com os bons profissionais capitaneados pelo diretor, mesmo padecendo de investimento muito baixo e infraestrutura modesta. Por isso o Botafogo desenvolve muito bem seus jogadores, mas não atrai os melhores talentos. Daí a tendência a revelar bons defensores inteligentes taticamente, mas poucos jogadores de ataque.

A nova estrutura do CT pode trazer o que faltava para a base dar um salto de qualidade, ainda mais num momento em que já perdemos um excelente profissional para o Cruzeiro e temos risco de perder outros para clubes mais estruturados.

Os profissionais, por sua vez, poderão trabalhar isolados da sede, com mais tranquilidade, privacidade e menos pressões e distrações. O treinador do profissional poderá acompanhar de perto os jovens das categorias de base.



A evolução da estrutura do Botafogo

Em 2014, durante o processo eleitoral, conversamos com algumas chapas e fizemos a todos a pergunta: o que você pretende deixar de legado para o Botafogo? A surpresa com a pergunta nos deixou preocupados com todas as chapas.

Em 2003, Bebeto de Freitas pegou um Botafogo rebaixado, endividado, até com computadores sumidos. Seu legado foi: Estádio Nilton Santos, CT João Saldanha, Ato Trabalhista, Timemania (o antecessor do Profut). A administração Bebeto teve inúmeros problemas, mas deixou este legado estrutural. Seu sucessor deveria manter as conquistas e avançar em dois pontos principais: um CT definitivo e categorias de base, abandonadas por Bebeto.

Em 2009, Maurício Assumpção assumiu nesse cenário. Teve dois méritos: conseguiu gerar receita e avançou nas categorias de base, que não tinham nada. Mas, além de tudo que já sabemos, ele depreciou as conquistas anteriores ao ser excluído do Ato Trabalhista, atrasar impostos, degradar o estádio Nilton Santos e não fazer CT - o Botafogo de Assumpção regrediu.

Em 2014, Carlos Eduardo assume esse Botafogo. Primeiro volta ao Ato Trabalhista e depois adere ao novo Profut. O Botafogo desfazia alguns retrocessos de Assumpção. Em 2017, passa a utilizar melhor o Nilton Santos. A categoria de base, agora nas mãos de Manoel Renha, dá sequência e melhora o trabalho que já vinha de alguns anos. 

Note que não abordamos resultado de campo, pois não nos interessam bons resultados fortuitos. Mais do que ganhar um título, queremos que o Botafogo tenha estrutura que lhe permita disputar todos os grandes títulos ano após ano.



O legado de Carlos Eduardo

Carlos Eduardo, quando cobrado para que fizesse um CT, sempre alegou que o clube não tinha condições para tal. Apesar disso, esbanjando os R$ 100 milhões adiantados junto à Globo, o clube gastou R$ 13 milhões na Ilha do Governador e anunciou mais R$ 3 milhões em obras no Nilton Santos para receber treinos do profissional (ninguém sabe em quanto ficou essa obra). Esses R$ 16 milhões gastos em menos de um ano já seriam 64% desses R$ 25 milhões do Memorando de Entendimentos.

Em janeiro deste ano, em entrevista à Rádio Botafogo, Carlos Eduardo pensava em utilizar Marechal Hermes e trabalhar com as categorias de base descentralizadas mesmo, pois entendia ser o possível a ser feito. Não se cogitava um CT, o que nos leva a crer que esta proposta tenha surgido recentemente.


Entretanto, ao assinar este contrato pelo CT, Carlos Eduardo preenche a lacuna que faltava para o Botafogo entrar no século XXI e passar a ter condições estruturais em nível semelhante às de seus competidores.

A torcida tem acompanhado como o estádio Nilton Santos é uma vantagem para o Botafogo dentro e fora de campo. E no seu aniversário de dez anos, ganha a companhia do CT.

O Botafogo terá os seguintes pilares para continuar evoluindo:

Futebol:
  • Estádio Nilton Santos.
  • CT integrado.

Financeiro:
  • Ato Trabalhista.
  • Profut.

Precisamos evoluir na questão administrativa: 
  • Profissionalizar o clube. 
  • Isolar o futebol do social.
  • Gerar receitas.
  • Aplicar os recursos corretamente.


Esperamos que o sim dito pelos conselheiros nesta terça seja o início de uma nova era para o Botafogo.

Daqui a alguns anos, quando o Botafogo for candidato a título nas principais competições, lembremos de 2007 (Nilton Santos) e 2017 (CT).

14 dezembro 2016

Com a palavra, o Conselho Fiscal do Botafogo



Após o texto sobre o adiantamento de R$ 100 milhões pela gestão atual, recebemos alguns questionamentos, especialmente sobre ser antecipação ou não.

Foto: Blog do Torcedor do GE
O primeiro ponto é que preocupa-nos mais a aplicação do recurso do que seu recebimento. A aplicação do recurso deve ser alvo de debate e fiscalização, sob risco de gastarmos sem agregar nada ao clube.

O segundo ponto, sobre ser antecipação, deixamos que as manifestações do Conselho Fiscal sobre o tema possam esclarecer.


Memorando 15 do Conselho Fiscal, sobre contrato da Globo

Em 12 de setembro de 2016, o Conselho Fiscal emitiu memorando acerca da prorrogação do contrato com a Globo até 2024. Nele, o Colegiado afirma que se trata de antecipação e manifesta preocupação com a longa duração do contrato.


Memorando 15 do Conselho Fiscal, de 12/09/2016
"Preliminarmente, algumas observações devem ser consideradas como:
a) Como já houve uma "pré-assinatura" da cessão, acreditamos que o Departamento Jurídico tenha feito suas considerações e tenha dado o aval acerca dessa negociação.
b) Nesta cessão, como a negociação vai até 2024, se trata de um período muito longo, de outras administrações inclusive, outros momentos financeiros ou quem sabe até de apresentação de outras propostas, assim, ficamos impossibilitados de negociar melhores propostas, já que ficamos vinculados a Globo;
c) Sabemos da nossa difícil realidade financeira, mas não podemos nos deixar seduzir por antecipações de pagamentos, que eles chamam de luvas. Será que todos os clubes terão esses mesmos valores;
d) O item em que as proponentes terão o direito de sublicenciar a terceiros, qualquer dos direitos da proposta, sem anuência ou pagamento do clube, ou seja, estarão ganhando em cima dos clubes (terceirização)."

Parecer do Conselho Fiscal sobre o orçamento 2017:

Em seu parecer acera do orçamento 2017, tema da reunião de 15/12/2016, o Conselho Fiscal novamente refere-se ao dinheiro da Globo como "antecipação".
Parecer do Conselho Fiscal sobre o orçamento 2017
"Com um aumento de 27% das receitas em relação ao ano de 2016, entendemos que esta variação está embasada principalmente na provável antecipação no contrato da Rede Globo em Janeiro/2017, no valor de R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais)."

08/12/2015 - A primeira antecipação de R$ 40 milhões

Na reunião de 08/12/2016, foi analisada a proposta de prorrogação do contrato com a Globo de 2017 para 2019, com redução no valor global e antecipação de receitas. 

Desta vez quem explica é o Vice-Presidente Executivo, Luís Fernando Santos, conforme registrado em ata:
Ressaltou o Vice-Presidente Executivo que os quarenta milhões (R$ 40 milhões) não são luvas e que teremos que devolvê-los em cinco anos (5 anos), sem juros e correção monetária. 

...
Ou seja, ao em vez de simplesmente aplicar os quarenta milhões (R$ 40 milhões) de adiantamento, nós utilizarmos dezesseis milhões (R$ 16 milhões) para zerar as dívidas de 2015 e aplicarmos o resto, a perda financeira do novo contrato se limitará, na realidade, a aproximadamente dois milhões de reais (R$ 2 milhões). 
...
Concluiu o Vice-Presidente Executivo que é um compromisso da Diretoria que o saldo remanescente do adiantamento, depois de retirados os dezesseis milhões (R$ 16 milhões) para pagamento das dívidas correntes, será preservado fora do orçamento, sendo utilizado apenas nos casos de despesas julgadas necessárias pelo Conselho Diretor e com a devida aprovação dos Conselhos Fiscal e Deliberativo. 
Vejam, o próprio Vice-Presidente Executivo afirma que os R$ 40 milhões são adiantamento de uma primeira negociação que já extrapolava o mandato atual.

O mais importante aqui é o compromisso assumido de só utilizar os R$ 24 milhões restantes com autorização dos Conselhos Fiscal e Deliberativo. 

Jamais houve qualquer solicitação ao Conselho Deliberativo sobre uso desse dinheiro. 


Conselho Fiscal cobra mais transparência

Não por acaso, o próprio Conselho Fiscal cobrou transparência. Nos memorandos 14 e 15, ambos de 12 de setembro de 2016, o Conselho Fiscal escreveu este mesmo parágrafo abaixo:


Memorandos 14 e 15 do Conselho Fiscal, de 12/09/2016
"Destarte, mais uma vez lembramos a sugestão deste Conselho Fiscal, feita acerca da criação de um "departamento para o controle dos contratos e/ou processos", onde pelo princípio da transparência, todos deveriam após sua análise e ter seu fluxo de controle, serem direcionados ao Conselho Fiscal, para o seu efetivo exame, como está previsto no Estatuto, e não apenas alguns contratos."
Na reunião do Conselho Deliberativo de 27/09/2016, um conselheiro mencionou este fato, que o Conselho Fiscal havia questionado em memorandos que não estava recebendo todos os contratos, mas apenas alguns. 

O presidente Carlos Eduardo reagiu de forma agressiva, mas a presidente do Conselho Fiscal, Leila Freitas, estava presente e confirmou que o Conselho Fiscal enviou ofício solicitando alguns contratos não entregues pelo Conselho Diretor.


Como usar esses recursos?

As renegociações do Botafogo com a Rede Globo com antecipação de receitas não são anormais. A questão é como usar dinheiro antecipado de contratos longos. Esse dinheiro tem que ser direcionado para investimentos que deem retorno, que agreguem valor ao patrimônio ou à estrutura do clube, que permitam posterior aumento de arrecadação. O maior exemplo seria um Centro de Treinamento.

Porém, se o dinheiro for gasto em capital de giro, para fechar os anos do mandato atual, teremos um enorme problema no mandato seguinte. Se em 2018 não haverá mais dinheiro de antecipação entrando, e se agora não for feito nada para aumentar receita, o gestor de 2018 será provavelmente obrigado a contrair empréstimos ou obter novos adiantamentos, comprometendo mais o futuro do clube.

Esta é a cobrança que fazemos ao presidente e aos conselheiros. O uso do dinheiro antecipado tem que garantir um melhor futuro para o Botafogo, e não comprometê-lo.

Esperamos que o assunto seja tratado com a transparência e a serenidade que merece.  



12 dezembro 2016

Reunião do Conselho Deliberativo - 15/12/2016



Após a festa pela classificação à Libertadores, já é hora de planejar 2017. Nesta quinta-feira, dia 15, a partir das 19:00, o Conselho Deliberativo se reunirá com uma pauta importante. Os destaques são o orçamento de 2017 e a reforma estatutária.

Sede de General Severiano (foto: globoesporte.com)

Você, torcedor, deve estar atento aos assuntos discutidos e às decisões tomadas. Elas tem não apenas consequências de curto prazo, por exemplo a próxima Libertadores, como no futuro do clube a médio e longo prazo.

A convocação enviada em 05/12/2016 aos conselheiros traz a seguinte pauta:
a) Leitura, discussão, aprovação, ou não, das Atas das reuniões de junho, agosto, setembro e outubro;

b) Recebimento da proposta de reforma do Estatuto;
c) Nomeação da Comissão Especial para reforma do Estatuto;
d) Parecer do Conselho Fiscal sobre a Proposta Orçamentária;
e) Apreciação e votação do Orçamento para 2017 e deliberar sobre o limite 
da autorização de que trata o art. 54, inciso XIV;
f) Tomar conhecimento do Parecer do Conselho Fiscal sobre a locação do 33º andar à Empresa HLV Auditores Sociedade Simples, de acordo com o art.54, item XIX, letra f ;
g) Aprovar, ou não, a locação desse andar;
h) Assuntos gerais.

Convocação para reunião de 15/12/2016

Esperamos que os conselheiros cumpram sua missão de fiscalizar e questionar o Conselho Diretor. Não é para criticar por criticar nem fazer oposição destrutiva, mas apenas perguntar, questionar pontos pertinentes.

Exemplos de questões importantes:

O Botafogo adiantou R$ 100 milhões da Globo, estendendo o vínculo até 2024. Como foram gastos os adiantamentos já recebidos e como serão gastos os que receberá em 2017?
O orçamento prevê aumento de despesas superior ao aumento de arrecadação, só fechando a conta com adiantamento, fato que despertou preocupação do Conselho Fiscal. Se a gestão é austera como se diz, por que não reduz despesas ou aumenta receita, evitando uso de antecipação para cobrir déficit?
Por que a proposta de reforma do Estatuto foi feita apenas por membros do Mais Botafogo? Por que só agora foi enviada ao Conselho Deliberativo se a comissão do Mais Botafogo já havia concluído o trabalho em março?

Há outras questões importantes. No dia 15/12, quinta-feira, estaremos no ginásio Oscar Zelaya, em General Severiano, observando atentamente as explicações da Diretoria e a atuação dos conselheiros. 

Informaremos os principais pontos da reunião pelo Twitter. Sigam o @othiagopinheiro e o @fernandolopo.






24 janeiro 2016

Reforma Eleitoral



Nos textos anteriores, tratamos da necessidade de concentrar os recursos do Botafogo no futebol, da separação entre futebol e social e, como consequência, as duas modalidades de associação - o sócio-futebol e o sócio-sede. A criação do sócio-futebol significa a abertura do clube, permitindo que o torcedor participe da vida política votando e sendo votado. É necessário, portanto, que o Conselho Deliberativo represente afinal a vontade dos eleitores, o que demanda mudanças no processo eleitoral.


A votação como é hoje (globoesporte.com)

Conselho Deliberativo: como é eleito atualmente

A Assembleia Geral, composta pelos sócios do Botafogo aptos a votar, elege parte dos membros do Conselho Deliberativo. Conforme o artigo 48 do Estatuto, o Conselho Deliberativo é composto:


 1. Pelo Corpo Permanente, constituído de sócios Grandes Beneméritos e Beneméritos, até o limite de 60 (sessenta) membros;
li. Pelo Corpo Transitório, constituído de no mínimo 140 (cento e quarenta) e no máximo 154 (tentoe:cinqüenta e quatro) sócios, conforme se configure, ou não, a hipótese de que trata o artigo.-B, todos eleitos por 3 (três) anos.

O Corpo Permanente é composto por Beneméritos e Grandes Beneméritos, e são vitalícios. Na gestão de Bebeto de Freitas, esse número foi limitado em 60. Novos Beneméritos e Grandes Beneméritos podem ser titulados, mas só farão parte do Corpo Permanente quando este tiver menos de 60 membros, conforme seus integrantes vão falecendo, respeitada a fila por ordem de titulação. Hoje o número de integrantes do Corpo Permanente ainda é superior a 60 membros, já que foram respeitados os direitos dos que já o compunham.

O Corpo Transitório é eleito pela Assembleia Geral. Cada chapa apresenta uma lista com 140 nomes. A chapa vencedora conquista 140 vagas no Corpo Transitório, preenchendo-as com todos de sua lista. A chapa segunda colocada, se atingir no mínimo 20% dos votos, tem direito a 14 cadeiras. Sendo assim, o Corpo Transitório pode ter apenas as 140 vagas da chapa vencedora ou 154, se a segunda colocada obtiver os 20%.

O Presidente e o Vice-Presidente Geral são indicados pelas chapas já em seu registro.


Votação manual somente na chapa (O Globo)

Proporcionalidade e voto no candidato a conselheiro

Pela nossa proposta, as vagas no Corpo Transitório seriam proporcionais aos votos. Cada chapa teria direito a um número de vagas na mesma proporção dos votos que recebeu. Se a chapa vencedora tiver obtido 60% dos votos, terá direito a 60% das vagas, isto é, 84 cadeiras. Para tal, será necessário que o sócio possa votar diretamente no candidato a conselheiro, da mesma forma que fazemos hoje em eleições para deputado ou vereador. Isso para permitir mobilidade na lista da chapa, pois caso contrário seria difícil convencer alguém a ser o 140 da lista, que só seria eleito se tal chapa fizesse 100% dos votos, o que é virtualmente impossível.

Candidatura independente

Havendo voto diretamente no candidato a conselheiro, seria permitida candidatura independente, isto é, de candidato que não pertença a nenhuma das chapas registradas. 


Voto em separado para Presidente

O Presidente e o Vice-Presidente Geral seriam votados em separado. 

Por essa proposta, o sócio-eleitor daria um voto para um candidato a conselheiro e outro para um candidato a Presidente (com seu respectivo candidato a Vice-Presidente Geral). 

Este detalhe é importante para a composição do Conselho de Administração, tema do próximo texto.


Urna eletrônica (TSE)

Urna eletrônica e voto pela internet

Uma observação importante é que com a alteração da duração do mandato para quatro anos e a próxima eleição prevista para 2017, as eleições no Botafogo serão realizadas sempre em anos ímpares, em que não há eleições municipais, estaduais ou federais. Isso facilita o uso de urnas eletrônicas cedidas pelo TRE, tornando ainda mais viável a proposta de voto direto no candidato a conselheiro.

Também entendemos que atualmente é inaceitável que não haja votação pela internet, ainda mais em um clube com grande contigente de torcedores e associados residindo fora da cidade do Rio de Janeiro. 


Representatividade

 A proporcionalidade aprimora a representatividade do Conselho Deliberativo em relação ao conjunto de eleitores. O clube se torna mais democrático e o torcedor associado passa a participar efetivamente dos destinos do Botafogo.


A reforma eleitoral é parte da seguinte, e mais importante, que é a administrativa, sobre a qual trataremos no próximo texto.

18 dezembro 2014

17/12/2014 - Sessão do Conselho Deliberativo



Nesta quarta-feira, dia 17/12, foi realizada a primeira reunião do Conselho Deliberativo (CD) após a eleição de 25/11. 




Às 20:22, José Luiz Rolim, presidente do CD, abriu a reunião com hino do Botafogo e em seguida pediu um minuto de silêncio em homenagem ao jornalista Roberto Porto, recentemente falecido.

Por votação simbólica, o CD aprova a ata da última sessão.


Nas últimas cadeiras do casarão ficam os sócios que não são conselheiros.

Como de praxe, o quórum dessa sessão de abertura de novo mandato foi superior ao de sessões regulares.


O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, patrono da derrotada chapa azul de Thiago Alvim e Durcésio Mello, pediu a palavra:

20:25: Carlos Augusto Montenegro lembra que exatamente há 19 anos o Botafogo era campeão brasileiro. Lamenta o momento atual, em que por duas vezes o clube caiu para a segunda divisão. Diz que assim como em 2002, a situação é horrorosa, e que "cansou de avisar". Diz que não existe isso de oposição ou situação, que é Botafogo, que só sabe ser Botafogo, que não sabe ser oposição, e que a pedido dos filhos resolveu se afastar um pouco. Diz que torce por Carlos Eduardo, que o conhece há mais de 20 anos, que ele é guerreiro e enfrentará muitas dificuldades, mas que o Botafogo precisa de mais ainda. Diz que vai se afastar um pouco, e que tem certeza de que tudo que não envolver aporte de dinheiro tem certeza de que Carlos Eduardo conseguirá resolver. Que torce muito pelo novo presidente. Cumprimenta o presidente e sua esposa. Lembra uma história pessoal envolvendo Nilton Santos e a esposa. Faz referência ao novo vice de remo, Antônio Carlos Azeredo, neto de Paulo Azeredo. Montenegro encerra sua fala doando ao clube a camisa que Nilton Santos usou na final do Carioca de 1957, na vitória de 6 a 2 sobre o Fluminense.

O presidente Carlos Eduardo Cunha Pereira respondeu:

20:34: Carlos Eduardo agradece a Carlos Augusto Montenegro, prega a união de forças, diz que o clube "está aberto a todos nós", que o Botafogo está numa situação difícil. Diz que Montenegro "não precisará fazer oposição porque o clube estar sempre aberto a ouvir e a prestar contas, com transparência". E que se não corresponder à expectativa, "pode puxar a orelha".

José Luiz Rolim iniciou o item 2 da pauta: eleição e posse da mesa diretora. Os conselheiros já haviam votado antes do início oficial da sessão, sendo então iniciada contagem de votos será iniciada.

Rolim diz que o presidente que terminou o mandato, Mauricio Assumpção, deixou de cumpriu o Estatuto ao não enviar à mesa diretora a sua declaração de bens.

Jorge Aurélio Ribeiro, grande benemérito que será o próximo presidente do Conselho Deliberativo, diz que o presidente eleito Carlos Eduardo apresentará a sua declaração de bens dentro do prazo.

José Luiz Rolim aproveita enquanto os votos são contados para parabenizar o presidente eleito e o novo Conselho Diretor. Fala das dificuldades e da torcida pelo sucesso da nova gestão. Também prega a união de forças dentro do Botafogo.

Rolim passa alguns minutos repetindo basicamente isso.

Encerrada a contagem, Rolim declarou eleita a nova mesa diretora. Havia chapa única.


Carlos Eduardo, ao lado do vice geral Nelson Mufarrej e do vice jurídico Domingos Fleury, fala sobre o Ato Trabalhista. Destaca a importância do retorno ao Ato para que o clube volte a ter receitas e capacidade de pagamento. Diz que em tempo recorde o Botafogo redigiu e enviou ao Tribunal Regional do Trabalho o pedido de retorno ao Ato. Fala das dificuldades decorrentes do descrédito que se abateu sobre o clube. Destaca o trabalho incansável de Mufarrej, Fleury, do advogado trabalhista Vagner Barroso, dentre outros. Diz que hoje esteve com o governador Luiz Fernando Pezão, que se mostrou solidário.

Carlos Eduardo tem em mãos o parecer da juíza centralizadora Anelise de Miranda, e começa a leitura. O parecer da juíza é favorável ao retorno do Botafogo ao ato trabalhista, e os conselheiros comemoram efusivamente.

O novo ato abrange cerca de 130 milhões de dívidas trabalhistas. O Botafogo terá de pagar R$ 750 mil mensais do 1º ao 3º mês, e R$ 1,2 milhão do 4º ao 12º mês de 2015, totalizando R$ 13,5 milhões no 1º ano. O valor sobe progressivamente até atingir R$ 1,7 milhão no 10º ano, quando a dívida deve ser quitada.

Agora a decisão da juíza foi encaminhada ao MPT. Caberá ao presidente do TRT-RJ a decisão final. Porém, é pouco provável que haja uma decisão em sentido contrário a este parecer.


É importante destacar que o acordo anterior do qual o Botafogo da turma da praia foi expulso por sonegação tinha abrangência menor. As divídas centralizadas naquele Ato abrangiam um período menor de tempo, totalizando cerca de R$ 90 milhões dos R$ 150 milhões que o Botafogo devia. Isso significa que havia cerca de R$ 60 milhões transitando, alguns em estágio avançado, e que certamente o Botafogo perderia,  podendo vir a ser penhorado por não integrarem o Ato. Este novo contempla R$ 130 milhões, sendo a dívida trabalhista total estimada em torno de R$ 170 milhões.

Como o volume incluído no Ato subiu, a parcela mensal subiu. Nos primeiros acordos o Botafogo tinha de pagar um percentual de qualquer receita que entrasse (algo em torno de 22%), o que acabou ensejando a oportunidade de Maurício Assumpção sonegar, isto é, criar formas de maquiar a entrada de receitas para não descontar o percentual.  O acordo por valor fixo obriga o clube a de qualquer forma pagar aquela quantia acordada. Estimava-se um valor de R$ 900 mil, mas agora vemos que logo no primeiro ano o valor chega a R$ 1,2 milhão.

Somando esse pagamento do Ato com as parcelas das dívidas fiscais - R$ 400 mil da Timemania e cerca de R$ 700 mil do Refis - teremos de desembolsar cerca de R$ 2,3 milhões mensais no primeiro ano. Ou seja, R$ 2,3 milhões mensais comprometidos com pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas.


José Luiz Rolim lê o resultado da votação, que aprova a nova composição da mesa diretora do Conselho Deliberativo.

Rolim agradece os componentes da mesa antiga e cumprimenta e deseja sucesso aos da nova mesa.

Rolim chama um a um os integrantes da nova mesa diretora, que terão mandato de três anos coincidentes com o do presidente do clube.


José Luiz Rolim passa o cargo de presidente do Conselho Deliberativo a Jorge Aurélio Ribeiro.

Jorge Aurélio assume a função e faz um pronunciamento.

O grande benemérito Menezes também fala.

Carlos Eduardo agradece a presença de Vinicius e sua grande ajuda nos contatos com a prefeitura. Agradece também a presença de Edson Santana, vice de Marcelo Guimarães, e agradece o apoio deles. Menciona também Thiago Alvim e outros integrantes da chapa azul.

Jorge Aurélio discursa.


Começa votação para homologação do Conselho Diretor, do Conselho Fiscal e da Junta de Julgamento e Recurso. Todos são aprovados.


Presidente - Carlos Eduardo Cunha Pereira

VP Geral - Nelson Mufarrej Filho

VP Administrativo - Anderson de Carvalho Simões

VP Finanças - Bernardo Santoro

VP Jurídico - Domingos Flores Fleury da Rocha

VP Patrimônio - Alvaro Costa de Paula Antunes

VP Futebol - Antonio Carlos Mantuano Sabato

VP Social e de Comunicação - Marcio Santos Padilha de Oliveira

VP Esportes Gerais - Alexandre Pinto de Brito Oliveira

VP de Remo - Antonio Carlos Azeredo de Azevedo

Durcésio Mello será o representant da oposição no Conselho Fiscal.


Carlos Eduardo faz uma apresentação resumindo a projeções de receitas e despesas para 2015. Destaques:

- Contrato com a Viton deve ficar em torno de 9 milhões em espaço menor  - possivelmente frente e costas. 

- Dinheiro da Puma foi antecipado, clube tenta prorrogar contrato até o fim do Estadual enquanto negocia com outra empresa. Botafogo está conversando com uma empresa estrangeira que está entrando no mercado brasileiro.

- As receitas de sócio torcedor já estão vinculadas ao pagamento do empréstimo do Refis - um empresário Botafoguense está pagando as parcelas e o pagamento se dará com a receita do sócio torcedor.

- Sócio torcedor será reformulado, mas depende do Engenhão. Despesas e receitas com Engenhão não entraram na conta porque não há certeza sobre a reabertura. 

- Há gastos muito altos com pessoas jurídicas - mais de R$ 300 mil - que devem ser cortados.

- Olympique de Marselha assumiu a dívida do Botafogo com Dória, mas não a dívida do clube com o empresário dele. Assim o Botafogo além de não receber nada pela venda do zagueiro ainda saiu da transação devendo ao empresário.


Ricardo Rotenberg, um dos 14 conselheiros eleitos pela chapa de oposição, pede a palavra e sugere ao vice de futebol Mantuano que se monte um time modesto para o Campeonato Carioca e use os campeonatos estaduais para contratar jogadores para o Brasileiro da série B. Pediu também que o Engenhão deixe de ser chamado de Stadium Rio.


Carlos Eduardo volta a falar:

- Os contratos de empréstimos com a Odebrecht transferem à mesma diversos direitos relativos a Engenhão, jogadores e televisão. Se a Odebrecht decidisse executar tudo o que pode relativo a esses contratos, o Botafogo estaria "em graves dificuldades".

- O empresário que intermediou a contratação do volante Renato em 2011 tinha direito a receber R$ 1,5 milhão de comissão, não foi devidamente pago e agora cobra cerca de R$ 2 milhões.


Antônio Carlos Mantuano, vice de futebol, diz que o Botafogo tem uma dívida de R$ 1,9 milhão com Loco, que por isso "cava a sua volta". Os direitos sobre os jogadores da base já foram comprometidos com empréstimos.


Carlos Eduardo volta a falar: 

- Com o retorno ao Ato Trabalhista, o Botafogo terá o desbloqueio de R$ 4 milhões referentes ao PPV 2014. 

- Jefferson será prioridade.


Jorge Aurélio lê relatório o relatório da Comissão Especial do CD. Alguns destaques do texto:

- As dívidas ao final de 2014 devem ultrapassar R$ 850 milhões.

- O clube não tem receitas e a prioridade máxima deve ser o retorno ao Ato Atrabalhista e a regularização dos programas de pagamento das dívidas fiscais, Timemania e Refis.

- Há muitos atrasos de pagamentos a jogadores [e daí as sucessivas ações de desligamento].

- Há problemas em relação aos contratos do Engenhão. À época da interdição, o Botafogo tinha diversos contratos de patrocínio do Engenhão dos quais já havia recebido. Com a reabertura, será preciso renegociar com essas empresas.

- Necessidade urgente de corte de custos com pessoal em todos os setores do clube.

- É preciso com urgência um plano de recuperação por conta do grau de endividamento.


Nesse momento nos retiramos do casarão, mas não havia muito mais por vir no restante da sessão.





19 agosto 2014

19/08/2014 - Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo



19/08/2014

Sessão Extraodinária do Conselho Deliberativo

Tema específico: criação de Comissão Especial do Conselho Deliberativo (CECD).

Convocação: leia a íntegra da carta de convocação e outros detalhes em Conselho Deliberativo reúne-se nesta terça para tratar de Comissão Especial. 

Estatuto do BFR: no blog Um Facho de Luz, Thiago Pinheiro mostra o que diz o Estatuto do BFR sobre  a criação de Comissão Especial do Conselho Deliberativo (CECD). Também aborda as consequências administrativas e políticas da CECD

Presidente da Sessão: Álvaro Luiz Carvalho Moreira (presidente em exercício do Conselho Deliberativo).

Foto de Luiz Alberto Benevides
Quórum: reunião bastante esvaziada, com número de conselheiros bem inferior em comparação com a de 07/08/2014.


19:46: sessão é aberta pelo presidente da mesa Álvaro Luiz Carvalho Moreira, presidente em exercício do Conselho Deliberativo, com o hino do Botafogo de Futebol e Regatas.

19:48: Álvaro Moreira chama o vice-presidente jurídico Alberto Macedo para compor a mesa. 

19:49: o 2º secretário da mesa lê a carta de convocação enviada aos conselheiros.

19:50: Álvaro Moreira diz que em 15/08/2014, o presidente Maurício Assumpção enviou carta ao Conselho Deliberativo sugerindo que a Comissão Especial seja composta por cada candidato a presidente e mais uma pessoa por eles indicadas. Sugere também que cada vice-presidente faça uma apresentação sobre a sua área para a CECD. Maurício Assumpção diz que se coloca à disposição para a CECD.

Álvaro Moreira destaca que pelo Estatuto do BFR a CECD só pode ser composta por conselheiros do clube, uma vez que é uma comissão que só pode ser formada pelo Conselho Deliberativo e composta por membros do Conselho Deliberativo.

Álvaro Moreira destaca não haver ainda candidatos formalizados, mas diz que os candidatos a presidente que não são sócios podem acompanhar os trabalhos da CECD, embora não como membros da comissão.

Álvaro Moreira põe em questão essa opção, a dos membros da comissão serem escolhidos pelos candidatos.

19:55: grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) diz que na reunião anterior a proposta do grande benemérito Carlos Augusto Montenegro era de duas comissões. Uma de transição e outra de acompanhamento.

19:56: Álvaro Moreira diz que foram diversas propostas na reunião passada, mas a que prevaleceu foi a constituição de uma comissão, observados o Regimento Interno e o Estatuto do BFR.

19:57: grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) diz que há dois candidatos que não são conselheiros, e sugere que eles possam indicar um conselheiro cada para representá-los. Sugere também que o próprio Álvaro Moreira seja o presidente desta CECD.

19:58: Álvaro Moreira diz que hoje, pelas notícias, há cinco candidatos: grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo), sócio proprietário Durcésio de Mello, conselheiro Vinicius Assumpção (Movimento Carlito Rocha), benemérito Antônio Carlos Mantuano e sócio proprietário Marcelo Guimarães (Grande Salto). Álvaro Moreira entende que quanto mais gente na CECD, pior para os trabalhos. Sugere que cada candidato indique uma única pessoa para representá-lo, tendo portanto cinco pessoas na CECD.

Álvaro Moreira põe em votação a proposta da CECD ter apenas cinco membros. Por votação simbólica o Conselho Deliberativo aprova.

Sobre a presidência da CECD, Álvaro Moreira entende que deva ser um dos cinco componentes da mesma.

20:01: Álvaro Moreira pede aos candidatos suas indicações para a composição da CECD. 

O benemérito Antônio Carlos Mantuano escolhe a si mesmo. O grande benemérito e candidato Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) indica a si mesmo. O sócio proprietário e candidato Durcésio de Mello, ausente e representado pelo vice de comunicação Thiago Alvim, indica o conselheiro João Pedro Figueira. O conselheiro e candidato Vinicius Assumpção (MCR) indica o conselheiro Klay Salgado. O sócio proprietário e candidato Marcelo Guimarães (Grande Salto) pede um tempo a mais para indicar a pessoa e diz que responderá mais à frente, ainda nesta sessão.

20:03: Álvaro Moreira diz que como já dito na reunião anterior, não há quórum para que a CECD pudesse ser de intervenção. Portanto, ela terá livre acesso a tudo, mas não será a gestora do clube.

20:06: o conselheiro e candidato Vinícius Assumpção (MCR) demonstra preocupação com o sigilo das informações, temendo que a CECD redunde num excessivo vazamento de informações importantes do clube.

20:07: Álvaro Moreira concorda e critica fortemente o vazamento de informações do clube, inclusive dos assuntos discutidos nas sessões do Conselho Deliberativo. Mas diz que a responsabilidade pelo sigilo das informações cabe aos membros da CECD.

Álvaro Moreira põe em votação a forma de atuação da CECD, isto é, apenas de acompanhamento. Por votação simbólica, todos concordam.

20:09: Álvaro Moreira destaca que o Conselho Fiscal tem uma atuação bastante independente, e sugere que o Conselho Fiscal acompanhe os trabalhos da CECD, sem interferir, colocando-se sempre à disposição.

Um conselheiro questiona sobre a possibilidade de interferência, mas Álvaro Moreira explica que a atuação seria de acompanhamento, de parceria, com o trabalho sendo conduzido pela CECD.

A proposta de acompanhamento dos trabalhos da CECD pelo Conselho Fiscal é aprovada em votação simbólica.

20:11: conselheiro Arthur diz que a CECD deveria começar amanhã os trabalhos e se reportar à mesa do Conselho Deliberativo, dada a crise do Botafogo. Sugere reuniões secretas para passar essas informações, de modo a facilitar a transição para a próxima administração.

20:14: Álvaro Moreira diz que para a criação da CECD falta apenas a indicação do sócio proprietário e candidato Marcelo Guimarães, e que os trabalhos já começam de fato amanhã. A previsão de prazo do Conselho Deliberativo seria de até 60 dias, mas que a CECD pode concluir o diagnóstico em prazo menor.

Surge uma ideia de reduzir o prazo máximo de 60 dias para 45 dias. 

Em votação, prevalece o prazo máximo de 45 dias.

Alguns conselheiros reclamam do prazo, que consideram longo. Álvaro Moreira responde aos questionamentos e dá seguimento à sessão.

20:17: o sócio proprietário e candidato Marcelo Guimarães (Grande Salto) diz que seu grupo não tem nenhum representante no Conselho Deliberativo, e que por afinidade indica o conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo).


20:20: A CECD portanto está composta por:

Benemérito Antônio Carlos Mantuano.
Grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo).
Conselheiro Clei Salgado, representante de Vinícius Assumpção.
Conselheiro Gustavo Noronha, do Mais Botafogo, representante Marcelo Guimarães.
Conselheiro João Pedro Figueira, representante de Durcésio de Mello.

20:22: conselheiro Paulo Serra também demonstra preocupação quanto ao funcionamento da CECD, por causa de eventuais vazamentos de informações críticas. Entende que se for para ajudar os candidatos a criarem soluções para o clube será boa, mas se for para reportar ao Conselho Deliberativo, pode não ser boa.

20:25: Álvaro Moreira explica que a CECD é criada e composta pelo Conselho Deliberativo, e que pelo próprio Estatuto do BFR a CECD tem de apresentar um relatório ao Conselho Deliberativo.

20:25: Álvaro Moreira chama os componentes da CECD para assinar a criação e participação na comissão. 

O conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) foi sorteado presidente da Comissão Especial do Conselho Deliberativo.

20:32: Álvaro Moreira dá por encerrada a reunião. Toca o hino do Botafogo de Futebol e Regatas.


Nota: Antes da Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo, tivemos problema no acesso ao clube. Cada sócio proprietário tem direito a seis convites por mês para levar outras pessoas para a sede de General Severiano. O diretor administrativo, Fernando Coutinho, proibiu a emissão de convites, negando aos sócios o exercício de um direito. Alegou que o motivo seria a Sessão Extraordinária, em que temia confusões ou acessos indevidos.

Também questionou dois convidados que já portavam os convites, obtidos em outra data. Questionou duramente o sócio proprietário que levou os convidados. Perguntou de forma agressiva e pouco cortês o que o sócio e os convidados queriam fazer na sede, por que queriam subir. Disse que os convidados não poderiam ir ao restaurante, pois o convite permitia apenas desfrutar das instalações da sede. Quando o sócio disse que levaria os convidados apenas para conhecer a sede, mostrou-se irritado e iniciou os questionamentos sobre o que queriam fazer na sede.

É uma pena que a direção do clube tenha esse tipo de comportamento, com atitudes arbitrárias desprovidas da indispensável urbanidade que deve haver no tratamento com os sócios.



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