Mostrando postagens com marcador Engenhão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Engenhão. Mostrar todas as postagens

18 julho 2016

Arena Botafogo - mando de campo de verdade





Arena Botafogo - visão da cadeira social

Mando de campo 

No sábado, pela primeira vez o Botafogo fez um clássico exercendo plenamente seu mando de campo: jogo em casa com 10% de ingressos para os visitantes.

Em 2008 o Botafogo já havia enfrentado Vasco e Fluminense no Engenhão destinando-lhes 20% dos ingressos, conforme acordo vigente à época. Mas não havia conseguido fazer o mesmo contra o Flamengo, pois um dirigente seu obtivera documento da PM e dos Bombeiros impedindo o jogo no Engenhão com carga reduzida ao visitante. Desta vez não teve escapatória, estreamos a Arena Botafogo destinando 10% dos ingressos ao visitante, neste caso o Flamengo.

E a Arena Botafogo estreou bem. Se erros individuais permitiram que os visitantes abrissem dois gols de vantagem, o estádio alvinegro deu forças ao time para buscar o empate, ao passo que o adversário encolheu-se, permitindo nossa reação. É de se perguntar se as duas equipes teriam o mesmo comportamento num Mário Filho dividido ou com maioria dos adversários.

O pleno exercício de seu mando de campo deve ser a prática do Botafogo daqui por diante, o que no Engenhão trará ainda mais ganhos técnicos e financeiros. A era da do chamado “campo neutro”, do Engenhão meio a meio ou do Maracanã em proporção livre acabou. Os rivais locais são tão visitantes quanto qualquer outra equipe.


Objetos atirados ao gramado

O lado negativo do jogo foram os objetos arremessados. Dois pela torcida do Botafogo, um pela dos visitantes. É difícil entender o que leva um torcedor a praticar um ato desse, mesmo sabendo das consequências. Esse tipo de imbecil tem que ser punido exemplarmente.

O árbitro relatou as ocorrências na súmula assim:

Súmula de Botafogo 3 x 3 visitante


Pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, os clubes estão sujeitos a punição por objetos arremessados em campo, mas podem ser eximidos de responsabilidade se os autores forem identificados e detidos:

Art. 213 do CBJD, sobre objetos atirados ao campo de jogo

Como nos três casos os autores da infração foram devidamente identificados, o Botafogo deve escapar de punições. Mas até que haja a absolvição em julgamento, permanece o risco.


15 novembro 2014

Manobras da Odebrecht contra o Engenhão mostram o potencial do estádio






Desde que o Botafogo adquiriu a concessão do Engenhão, muitas pessoas fazem forte campanha de questionamento da viabilidade do estádio como casa exclusiva do Botafogo. Até mesmo alguns Botafoguenses embarcam nesses questionamentos. O comportamento recente da empresa Odebrecht indica o oposto. Vamos relembrar os fatos e observar como tudo que envolve Engenhão e Maracanã sempre conspira a favor da Odebrecht, exceto o Botafogo administrar o Engenhão sozinho ao fim das obras do Maracanã.


Odebrecht constrói o Engenhão, faz a obra do Maracanã e ganha a concessão do Maracanã por 35 anos

1 - A empresa Delta (com Recoma e Racional) inicia a construção do Engenhão para o Pan 2007.

2 - A Delta abandona a obra. A Odebrecht (com a OAS) assume a obra, eximindo-se por qualquer erro de projeto.

3 - Após o Pan 2007, o Botafogo ganha a concessão do Engenhão após se preparar por mais de dois anos. Flamengo e Fluminense desistiram de participar e chegaram a propor cogestão ao Botafogo, que negou.

4 - O Maracanã fecha para as obras da Copa em 2010. A Odebrecht ganhou a licitação para a obra, em parceria com a Andrade Gutierrez.

5 - Botafogo fecha contratos com Flamengo e Fluminense para uso do Engenhão. 

Obs: Os contratos foram extremamente danosos para o Botafogo e ponto de partida para que passássemos a considerar, já em 2010, a administração Maurício Assumpção como a pior de todos os tempos. Mas isso é tema para outro texto.

6 - Com as obras em fase final e a proximidade da Copa das Confederações, inicia-se o processo de licitação do Maracanã, ainda no primeiro semestre de 2013. O Rio de Janeiro todo sabia que o consórcio do qual participava a empresa de Eike Batista, muito próximo ao governador, seria o vencedor.

7 - Porém, o edital obriga o consórcio a assinar com pelo menos dois grandes clubes do Rio (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco). Como Botafogo e Vasco tinham estádio, restava ao Consórcio a dupla Fla-Flu como oportunidade de obter contratos vantajosos.


O Engenhão se torna um problema para a turma do guardanapo

8 - Mas havia um problema nesse plano: o Engenhão. Em 19/03/2013, o Flamengo renovou com o Botafogo para jogar no Engenhão até o fim do ano de 2013.

9 - No dia seguinte, 20/03/2013, foi a vez do Fluminense assinar com o Botafogo.

10 - Com isso, a situação se inverteu. O consórcio - que já se sabia que venceria a licitação - esperava negociar com Flamengo e Fluminense em vantagem, como se os clubes dependessem dele, mas agora negociaria em desvantagem, pois os clubes tinham o tempo a seu favor, pois poderiam jogar no Engenhão pelo tempo que fosse até que obtivessem um contrato favorável no Maracanã. O contrato com o Botafogo era muito mais vantajoso do que se previa para o Maracanã.

11 - Em 26/03/2013, apenas uma semana após Flamengo e Fluminense assinarem com o Botafogo, o Rio amanhece com a notícia de que o prefeito Eduardo Paes interditara o Engenhão por tempo indeterminado sob risco de desabamento da cobertura.

12 - Em 09/05/2013, o consórcio formado por Odebrecht (90%), AEG (5%) e IMX (5%) venceu a licitação, com algumas obrigações a cumprir e muitos diretos a desfrutar.

13 - O consórcio passou então a ter mais força na negociação com Flamengo e Fluminense - que perderam o poder de barganha sem o Engenhão - e ainda ganhou um contrato a mais com o Botafogo. O Flamengo, por exemplo, resistiu o máximo e só assinou no final do ano, tendo levado muitos jogos para fora do Rio de Janeiro.

14 - A Odebrecht assume as obras do Engenhão, sem custear nada.


Engenhão precisa reabrir para os Jogos Olímpicos de 2016

15 - O Engenhão desde então permanece fechado. A diretoria do Botafogo, a mais nociva de sua história, calou-se desde então. Não há prazo certo para a reabertura do estádio, embora vez ou outra seja chutado algum prazo não cumprido.

16 - Porém, há a Olimpíada em 2016. O consórcio sabe que o Engenhão terá de reabrir e será novamente administrado pelo Botafogo. O Maracanã terá novamente um concorrente para grandes jogos e eventos, o que no mínimo criará uma competição que reduzirá os preços praticados pelo consórcio.

17 - Sendo difícil explicar a reabertura para os Jogos 2016 e um eventual fechamento após, o consórcio partiu para sua mais recente cartada: pressionar o Botafogo para uma cogestão do Engenhão. O objetivo do consórcio é administrar os dois estádios, obtendo o máximo de lucro em cima de três clubes grandes do Rio e tendo o monopólio dos grandes estádios.

18 - Que essa diretoria atual, a mais prejudicial ao clube em todos os tempos, aceite algo assim, não duvido. Mas espero que o eleito no dia 25 não aceite esse tipo de acordo com a Odebrecht, cujas manobras contra o Engenhão são parte importante no iminente rebaixamento do clube.


Se o Engenhão tira receita do consórcio, então gera receita para o Botafogo

19 - Se a Odebrecht se mostra tão desesperada com o funcionamento do Engenhão como concorrente do Maracanã, isso significa que o Engenhão tem potencial de tirar muita receita do Maracanã. E se o Engenhão administrado pelo Botafogo pode causar todo esse impacto no Maracanã, resta mais do que claro que ele tem enorme potencial de gerar receitas para o Botafogo.

20 - Com o Engenhão, o Botafogo pode negociar contratos de patrocínio, de confecção de ingressos, de bares, estacionamento, camarotes. Pode planejar pacotes de ingresso, definir sua política de preços. Pode se planejar para obter uma taxa de ocupação boa e crescente, recriando o hábito do torcedor ir ao estádio. Sem contar os ganhos técnicos para o time de futebol, que se reflete em melhor desempenho, mais vitórias e tudo de positivo que as vitórias nos trazem.

21 - O Botafoguense que duvida disso está fazendo o jogo dos que trabalham contra o estádio e o clube. É óbvio que mal administrado ele dará prejuízo, como qualquer equipamento ou empreendimento mal administrado dará. A obrigação da próxima diretoria é explorar esse potencial do estádio.



Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best Hostgator Coupon Code