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19 agosto 2014

19/08/2014 - Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo



19/08/2014

Sessão Extraodinária do Conselho Deliberativo

Tema específico: criação de Comissão Especial do Conselho Deliberativo (CECD).

Convocação: leia a íntegra da carta de convocação e outros detalhes em Conselho Deliberativo reúne-se nesta terça para tratar de Comissão Especial. 

Estatuto do BFR: no blog Um Facho de Luz, Thiago Pinheiro mostra o que diz o Estatuto do BFR sobre  a criação de Comissão Especial do Conselho Deliberativo (CECD). Também aborda as consequências administrativas e políticas da CECD

Presidente da Sessão: Álvaro Luiz Carvalho Moreira (presidente em exercício do Conselho Deliberativo).

Foto de Luiz Alberto Benevides
Quórum: reunião bastante esvaziada, com número de conselheiros bem inferior em comparação com a de 07/08/2014.


19:46: sessão é aberta pelo presidente da mesa Álvaro Luiz Carvalho Moreira, presidente em exercício do Conselho Deliberativo, com o hino do Botafogo de Futebol e Regatas.

19:48: Álvaro Moreira chama o vice-presidente jurídico Alberto Macedo para compor a mesa. 

19:49: o 2º secretário da mesa lê a carta de convocação enviada aos conselheiros.

19:50: Álvaro Moreira diz que em 15/08/2014, o presidente Maurício Assumpção enviou carta ao Conselho Deliberativo sugerindo que a Comissão Especial seja composta por cada candidato a presidente e mais uma pessoa por eles indicadas. Sugere também que cada vice-presidente faça uma apresentação sobre a sua área para a CECD. Maurício Assumpção diz que se coloca à disposição para a CECD.

Álvaro Moreira destaca que pelo Estatuto do BFR a CECD só pode ser composta por conselheiros do clube, uma vez que é uma comissão que só pode ser formada pelo Conselho Deliberativo e composta por membros do Conselho Deliberativo.

Álvaro Moreira destaca não haver ainda candidatos formalizados, mas diz que os candidatos a presidente que não são sócios podem acompanhar os trabalhos da CECD, embora não como membros da comissão.

Álvaro Moreira põe em questão essa opção, a dos membros da comissão serem escolhidos pelos candidatos.

19:55: grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) diz que na reunião anterior a proposta do grande benemérito Carlos Augusto Montenegro era de duas comissões. Uma de transição e outra de acompanhamento.

19:56: Álvaro Moreira diz que foram diversas propostas na reunião passada, mas a que prevaleceu foi a constituição de uma comissão, observados o Regimento Interno e o Estatuto do BFR.

19:57: grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) diz que há dois candidatos que não são conselheiros, e sugere que eles possam indicar um conselheiro cada para representá-los. Sugere também que o próprio Álvaro Moreira seja o presidente desta CECD.

19:58: Álvaro Moreira diz que hoje, pelas notícias, há cinco candidatos: grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo), sócio proprietário Durcésio de Mello, conselheiro Vinicius Assumpção (Movimento Carlito Rocha), benemérito Antônio Carlos Mantuano e sócio proprietário Marcelo Guimarães (Grande Salto). Álvaro Moreira entende que quanto mais gente na CECD, pior para os trabalhos. Sugere que cada candidato indique uma única pessoa para representá-lo, tendo portanto cinco pessoas na CECD.

Álvaro Moreira põe em votação a proposta da CECD ter apenas cinco membros. Por votação simbólica o Conselho Deliberativo aprova.

Sobre a presidência da CECD, Álvaro Moreira entende que deva ser um dos cinco componentes da mesma.

20:01: Álvaro Moreira pede aos candidatos suas indicações para a composição da CECD. 

O benemérito Antônio Carlos Mantuano escolhe a si mesmo. O grande benemérito e candidato Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) indica a si mesmo. O sócio proprietário e candidato Durcésio de Mello, ausente e representado pelo vice de comunicação Thiago Alvim, indica o conselheiro João Pedro Figueira. O conselheiro e candidato Vinicius Assumpção (MCR) indica o conselheiro Klay Salgado. O sócio proprietário e candidato Marcelo Guimarães (Grande Salto) pede um tempo a mais para indicar a pessoa e diz que responderá mais à frente, ainda nesta sessão.

20:03: Álvaro Moreira diz que como já dito na reunião anterior, não há quórum para que a CECD pudesse ser de intervenção. Portanto, ela terá livre acesso a tudo, mas não será a gestora do clube.

20:06: o conselheiro e candidato Vinícius Assumpção (MCR) demonstra preocupação com o sigilo das informações, temendo que a CECD redunde num excessivo vazamento de informações importantes do clube.

20:07: Álvaro Moreira concorda e critica fortemente o vazamento de informações do clube, inclusive dos assuntos discutidos nas sessões do Conselho Deliberativo. Mas diz que a responsabilidade pelo sigilo das informações cabe aos membros da CECD.

Álvaro Moreira põe em votação a forma de atuação da CECD, isto é, apenas de acompanhamento. Por votação simbólica, todos concordam.

20:09: Álvaro Moreira destaca que o Conselho Fiscal tem uma atuação bastante independente, e sugere que o Conselho Fiscal acompanhe os trabalhos da CECD, sem interferir, colocando-se sempre à disposição.

Um conselheiro questiona sobre a possibilidade de interferência, mas Álvaro Moreira explica que a atuação seria de acompanhamento, de parceria, com o trabalho sendo conduzido pela CECD.

A proposta de acompanhamento dos trabalhos da CECD pelo Conselho Fiscal é aprovada em votação simbólica.

20:11: conselheiro Arthur diz que a CECD deveria começar amanhã os trabalhos e se reportar à mesa do Conselho Deliberativo, dada a crise do Botafogo. Sugere reuniões secretas para passar essas informações, de modo a facilitar a transição para a próxima administração.

20:14: Álvaro Moreira diz que para a criação da CECD falta apenas a indicação do sócio proprietário e candidato Marcelo Guimarães, e que os trabalhos já começam de fato amanhã. A previsão de prazo do Conselho Deliberativo seria de até 60 dias, mas que a CECD pode concluir o diagnóstico em prazo menor.

Surge uma ideia de reduzir o prazo máximo de 60 dias para 45 dias. 

Em votação, prevalece o prazo máximo de 45 dias.

Alguns conselheiros reclamam do prazo, que consideram longo. Álvaro Moreira responde aos questionamentos e dá seguimento à sessão.

20:17: o sócio proprietário e candidato Marcelo Guimarães (Grande Salto) diz que seu grupo não tem nenhum representante no Conselho Deliberativo, e que por afinidade indica o conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo).


20:20: A CECD portanto está composta por:

Benemérito Antônio Carlos Mantuano.
Grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo).
Conselheiro Clei Salgado, representante de Vinícius Assumpção.
Conselheiro Gustavo Noronha, do Mais Botafogo, representante Marcelo Guimarães.
Conselheiro João Pedro Figueira, representante de Durcésio de Mello.

20:22: conselheiro Paulo Serra também demonstra preocupação quanto ao funcionamento da CECD, por causa de eventuais vazamentos de informações críticas. Entende que se for para ajudar os candidatos a criarem soluções para o clube será boa, mas se for para reportar ao Conselho Deliberativo, pode não ser boa.

20:25: Álvaro Moreira explica que a CECD é criada e composta pelo Conselho Deliberativo, e que pelo próprio Estatuto do BFR a CECD tem de apresentar um relatório ao Conselho Deliberativo.

20:25: Álvaro Moreira chama os componentes da CECD para assinar a criação e participação na comissão. 

O conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) foi sorteado presidente da Comissão Especial do Conselho Deliberativo.

20:32: Álvaro Moreira dá por encerrada a reunião. Toca o hino do Botafogo de Futebol e Regatas.


Nota: Antes da Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo, tivemos problema no acesso ao clube. Cada sócio proprietário tem direito a seis convites por mês para levar outras pessoas para a sede de General Severiano. O diretor administrativo, Fernando Coutinho, proibiu a emissão de convites, negando aos sócios o exercício de um direito. Alegou que o motivo seria a Sessão Extraordinária, em que temia confusões ou acessos indevidos.

Também questionou dois convidados que já portavam os convites, obtidos em outra data. Questionou duramente o sócio proprietário que levou os convidados. Perguntou de forma agressiva e pouco cortês o que o sócio e os convidados queriam fazer na sede, por que queriam subir. Disse que os convidados não poderiam ir ao restaurante, pois o convite permitia apenas desfrutar das instalações da sede. Quando o sócio disse que levaria os convidados apenas para conhecer a sede, mostrou-se irritado e iniciou os questionamentos sobre o que queriam fazer na sede.

É uma pena que a direção do clube tenha esse tipo de comportamento, com atitudes arbitrárias desprovidas da indispensável urbanidade que deve haver no tratamento com os sócios.



18 agosto 2014

Conselho Deliberativo reúne-se nesta terça para tratar de Comissão Especial




No dia 07/08/2014, em Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo, houve forte discussão sobre a possibilidade de impeachment ou renúncia do presidente Maurício Assumpção. O gesto de renúncia depende somente de Assumpção, que já se manifestara contrariamente em entrevista no programa Bola da Vez, da ESPN Brasil. O impeachment seria muito demorado por conta do rito, dos prazos e do quórum qualificado (dois terços do total de conselheiros, incluindo permanentes e transitórios), virtualmente impossível de ser obtido para cumprir o Estatuto do BFR, e a própria oposição reconheceu isso.

Diante desse impasse, isto é, da impossibilidade de retirada de Maurício Assumpção, prevaleceu a ideia do grande benemérito Carlos Augusto Montenegro de criação de uma Comissão Especial do Conselho Deliberativo (CECD) para conhecer e acompanhar de perto a real situação do clube. Essa CECD seria composta pelos candidatos a presidente e pessoas por ele indicadas. Em tese, qualquer sócio em dia com título adquirido há pelo menos três anos pode ser candidato a presidente. Porém, o provável é que cinco se coloquem como candidatos neste momento.


Os prováveis candidatos

Conselheiro Vinícius Assumpção (MCR) - o Movimento Carlito Rocha foi base de apoio das duas administrações Bebeto de Freitas (2003-2008). No período eleitoral de 2008, fez composição e logo rompeu com Maurício Assumpção, mas apoiou a reeleição de Assumpção em 2011, integrando o Conselho Deliberativo em sua chapa. É a única candidatura já lançada oficialmente.

Grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) - grupo de oposição a Bebeto de Freitas, compôs com Assumpção em 2008, integrando o Conselho Deliberativo em sua chapa. Também tinha algumas vice-presidências, mas romperam ainda no primeiro ano de mandato. Em 2011, Maurício Assumpção foi reeleito e Carlos Eduardo foi o segundo colocado, garantindo ao Mais Botafogo 14 cadeiras no Conselho Deliberativo e uma no Conselho Fiscal, o que permitiu à oposição fazer questionamentos mais embasados. Ainda não se lançou oficialmente.

Benemérito Antônio Carlos Mantuano - foi vice-geral de Maurício Assumpção no primeiro mandato e presidente do Conselho Fiscal no segundo, tendo renunciado a este último cargo. No momento está em baixa, principalmente após a agressão ao atual vice-geral Paulo Mendes em Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo em 15/04/2014, pelo que desculpou-se publicamente na Sessão Ordinária do Conselho Deliberativo em 10/06/2014. Tem conversado com o Mais Botafogo, e a tendência é que não lance oficialmente sua candidatura para compor com este grupo.

Sócio Marcelo Guimarães (Grande Salto) - ex-diretor de marketing da administração Assumpção, criou o Grande Salto, em que divulga propostas e tem como aliados alguns líderes de torcidas organizadas. Já promoveu alguns eventos de divulgação, mas ainda não se lançou oficialmente.

Sócio Durcésio de Mello - proposto candidato por Carlos Augusto Montenegro, mas não lançado oficialmente.


Convocação para a Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo de 19/08/2014

Abaixo, a carta de convocação aos conselheiros e a subsequente transcrição:



"Prezado Conselheiro(a),
Pela presente fica o(a) Conselheiro(a) convocado(a) para comparecer a Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo que se realizará no próximo dia 19 de agosto de 2014, a partir das 19h em 1ª convocação ou a partir das 19h30min em 2ª convocação, no Salão Nobre do Palacete Colonial, situado na sede social da Av. Venceslau Brás, 72, para tratar da constituição, nos termos do artigo 71 do Estatuto e 55, § 2º do Regimento Interno, de Comissão Especial do Conselho Deliberativo para coleta, junto ao Conselho Diretor, de informações relativas à situação financeira do Botafogo F. R., para o efeito de proposição de medidas visando ao enfrentamento da situação e para a obtenção de informações necessárias à atuação da futura administração do clube, a ser eleita no dia 25 de novembro do corrente.
A presente convocação se faz nos termos do artigo 58, § 3º, do Estatuto do Botafogo de Futebol e Regatas.
Atenciosamente,
Álvaro Luiz Carvalho Moreira
Presidente - em exercício - do Conselho Deliberativo"

Pelo próprio texto da convocação, a CECD será apenas de acompanhamento, e não de intervenção. A Sessão Extraordinária da próxima terça-feira definirá a composição da CECD e quais as suas atribuições e permissões. 

Outra consequência importante da formação da CECD é eleitoral. Os candidatos de certa forma se lançam publicamente ao solicitarem participação na CECD, mesmo que ainda não tenham formalizado as candidaturas. Muitas conversas devem ocorrer e certamente composições serão inevitáveis, pois não é possível viabilizar cinco chapas. Os cinco candidatos afinal devem se reduzir a dois, ou no máximo três, o que já é menos provável.


Calendário eleitoral

A eleição está marcada para 25/11/2014, uma terça-feira, de 9h a 21h, conforme decisão da Junta Eleitoral, presidida por Carlos Augusto Montenegro, em 12/08/2014. O Globoesporte.com noticiou após a sessão do Conselho Deliberativo em comemoração ao aniversário de 110 anos do Botafogo:

"A partir desta quarta (13/08/2014) as chapas já podem fazer suas inscrições, que têm prazo até 26 de setembro para definir seus candidatos. 
Outras datas importantes do processo eleitoral do Botafogo são:
15 de agosto – Apresentação da lista de sócios 
15 de setembro – Relação dos sócios elegíveis 
17 de novembro – Divulgação da lista de sócios aptos a votar (eles devem estar com as mensalidades quitadas até 10 de novembro)"
Assumpção some e Landau deixará cargo remunerado

É importante destacar alguns fatos importantes:

Maurício Assumpção não aparece no Botafogo há uns dois meses, segundo se diz no clube. Após a divulgação de que uma empresa de sua família recebe 5% do contrato de patrocínio do Botafogo, ele limitou-se à entrevista na ESPN Brasil, sem dar qualquer satisfação ao Conselho Deliberativo.

Sergio Landau, que realmente manda no Botafogo desde o primeiro dia da gestão Maurício Assumpção em janeiro de 2009, deve deixar o cargo remunerado de diretor executivo. Essa saída coincide com a decisão do Conselho Deliberativo de criar a Comissão Especial que se informará sobre todos os números do Botafogo. A notícia é da coluna Bastidores FC, que publicou até aspas de Landau sobre o assunto:

"Desde o início do ano venho discutindo a minha situação no Botafogo. A crise financeira faz o clube ter dificuldade em me remunerar, e isso causa constrangimento. Como a situação econômica do clube vem se agravando, combinei com o presidente de colaborar de forma voluntária, trabalhando em outros projetos, mas ficando à disposição do Botafogo, que é a minha paixão. Não tenho mais aquela presença constante no clube, mas estou indo à sede pelo menos três vezes por semana."
O motivo alegado por Sergio Landau é estranho. Há muitos meses o Botafogo vive uma situação financeira gravíssima, insustentável, mas somente agora Landau decide se afastar devido à "dificuldade do clube em remunerá-lo" durante essa crise financeira. E justamente no momento em que é anunciado um aporte financeiro que resolve ao menos o problema salarial deste ano.



07 agosto 2014

07/08/2014 Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo do Botafogo.




07/08/2014
Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo do Botafogo.


19:40: Álvaro Luiz Carvalho Moreira anuncia afastamento de José Luiz Rolim, presidente do Conselho Deliberativo, por sessenta dias para tratar de doença grave. Com isso, novamente a sessão será presidida por Álvaro Moreira, primeiro vice-presidente do Conselho Deliberativo.

19:45: Álvaro Moreira lê uma carta de Maurício Assumpção, presidente do Conselho Diretor, dizendo que não pode comparecer por já ter um compromisso pessoal marcado antes da convocação, e que será representado pelo vice-presidente de finanças e de futebol Francisco Fonseca. Como chegou apenas uma carta do presidente, Álvaro Moreira considerada que haja "ausência não justificada", configurando-se portanto violação do Estatuto por parte de Maurício Assumpção.

19:48: Álvaro Moreira lê a carta de convocação enviada aos conselheiros e uma carta do grande benemérito Brás Pepe, que está internado.

A carta de convocação:



Explica que houve um adendo, pois inicialmente seria sobre o Ato Trabalhista e a situação financeira do clube, mas com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de julgar o caso do Botafogo ainda neste mês, o item relativo ao Ato Trabalhista foi suprimido na retificação da convocação:

.
Por fim, com toda a questão do Refis dos clubes e as notícias de sonegação de tributos do Botafogo (confirmadas pelo próprio presidente Maurício Assumpção), foi feito um adendo que inclui a questão das dívidas tributárias na ordem do dia.


19:52: vice-presidente de finanças e de futebol Francisco Fonseca fala, ao lado do diretor executivo Sérgio Landau e do diretor financeiro Marcelo Murad. Faz uma introdução apresentando a si e outros vices e diretores.

Diz que o clube vinha em constante melhoria de receitas, patrocínios, capacidade de investimento. Que o clube vinha conseguindo por exemplo trazer Loco Abreu, Maicosuel e Seedorf. Diz que o patrocínio da Neoquimica chegou a ser bloqueado por ação da Tam referente ao Tailson.

Que em 2012, quanto trouxeram Seedorf, "alguém  descobriu" que o Ato Trabalhista só valia para dívidas até dezembro de 2007. Os que tinham dívidas posteriores entraram na justiça e passaram a penhorar 20% das receitas. A partir daí passou-se a tentar um novo acordo com o TRT. 

Advogados de dois ex-jogadores, um deles o ex-zagueiro da base Tavares, alegaram que o Botafogo não descontava em cima da receita total. Diz que os valores usados pelos advogados e aceitos pelo TRT supunham uma arrecadação praticamente igual às de Flamengo e Corinthians somadas no mesmo ano, o que totalizaria esse valor supostamente sonegado de 90 milhões de reais. 

Começaram então as penhoras e a isso somou-se o fechamento do Engenhão. O clube ainda conseguiu se manter através de parceiros. O Engenhão trazia recursos diretos e indiretos, pois a possibilidade de exposição no telão já era um fator de atração para outros patrocínios.

Sendo assim, o clube passou a ter as receitas bloqueadas.

Diz que pela Lei Pelé para que se demita um jogador é preciso pagar todo o valor do contrato contrato para ele, o que inviabiliza a rescisão de contratos como forma de redução de custos.

O clube então foi obrigado a fazer "escolhas de Sofia", isto é, priorizar alguns pagamentos e não honrar outros. Algumas medidas foram tomadas, como vendas de jogadores como Andrezinho.

Francisco Fonseca destacou algumas vezes que só é vice de finanças há três meses, e que o Jurídico (cujo vice-presidente Jurídico é Alberto Macedo) seria o mais indicado para ajudar a responder algumas questões.

20:09: Conselho Diretor fica à disposição para perguntas.

20:10: conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) é o primeiro a perguntar.
Abre lamentando a ausência do presidente Maurício Assumpção em momento tão grave do clube e saúda o grande benemérito Brás Pepe, que enviou a carta lida no começo.

Diz que o Refis na verdade são dois, cada um referente a um período. Seriam então 700 mil reais por mês da Timemania, 300 mil reais de uma modalidade do Refis novo, mais 50 mil reais por mês de outra modalidade do Refis novo, totalizando 1,05 milhão de reais por mês, além de mais 10 milhões de reais para adesão ao Refis.

Diz que já alertara em anos anteriores, nas votações de contas e orçamentos, que o Conselho Deliberativo deveria votar um plano de recuperação, mas que sempre foi alegado que isso seria um ato de gestão do Conselho Diretor, não cabendo ao Conselho Deliberativo determinar esse tipo de plano. Isso foi negado três vezes. Entende que mesmo que tardiamente o Conselho Deliberativo deve tomar a frente para discutir e votar um plano de recuperação. Diz que é sim responsabilidade do Conselho Deliberativo deliberar sobre esse tipo de assunto, e não lavar as mãos e deixar tudo nas mãos do Conselho Diretor.

Diz que o Conselho Diretor tem buscado soluções, mas uma vez que elas não se mostram eficazes, o Conselho Deliberativo tem sim que ser chamado para discutir.


Sobre matéria do Lance! em que o presidente Maurício Assumpção diz que vai afinal entrar com ação de ressarcimento pelos danos causados pelo fechamento do Engenhão. Na reportagem presidente diz que contratou uma empresa para definir quanto pedir de ressarcimento e contra quero Botafogo esteve entrar. Também causou estranheza a existência de empréstimos concedidos pela Odebrecht. Pede explicação sobre esses valores.

20:18: diretor executivo Sérgio Landau:

Diz que o fechamento do Engenhão em 2013 fez o clube discutir as alternativas, mas que não foi possível ter a velocidade necessária para repor as perdas.
Como o contrato era com a Prefeitura, a ação poderia ser contra a Prefeitura. Mas não sabiam contra qual consórcio, porque um fez o projeto e iniciou a obra, e um segundo consórcio assumiu durante a obra e a concluiu. Mas o segundo consórcio pôs uma cláusula em que se isentava de qualquer problema decorrente dos cálculos do projeto, uma vez que se os cálculos e o projeto fossem revistos antes de retomadas as obras, não haveria tempo hábil para a abertura dos jogos Panamericanos de 2007.

Diz que discutiu-se no clube se haveria ação contra algum dos consórcios. A Prefeitura concluiu que a ação deveria ser contra o primeiro consórcio, que fez o projeto. Botafogo conversou com a Prefeitura sobre uma forma de ressarcimento, como um patrocínio da própria Prefeitura ao clube, mas está alegou que não seria possível pois outros clubes pediriam o mesmo.

Procurou-se a Odebrecht para usar seus técnicos para fundamentar a ação contra o primeiro consórcio. Isso foi feito, mas o problema é que o entendimento era o de que o clube deveria entrar contra a prefeitura. O clube então precisou contratar uma auditoria para calcular os valores a serem cobrados. A empresa foi a Ernst & Young e o trabalho foi terminado recentemente. Porém, esse tipo de ação demora bastante.

20:25: diretor financeiro Marcelo Murad.

O Refis se divide em dois. Um para antes e um para após dezembro de 2008. A dívida até dezembro de 2013 é de 97 milhões de reais. Pagando à vista seria de 56 milhões de reais. O Botafogo optou por 180 meses, com entrada de cinco parcelas de 2,163 milhões de reais e prestação mensal de 288 mil reais.

Essa despesa seria descontada direto do contrato da televisão.

"O Botafogo tem uma única antecipação de receita com a TV que se encerra em dezembro de 2015." Em 2015 o Botafogo tem a receber da TV pouco mais de 200 mil por mês já descontados o valor antecipado e o pagamento mensal do Refis.

20:32: grande benemérito Paulo Sérgio.
Critica a falta de credibilidade do presidente, acusado de mentir e sonegar. Critica os altos salários dos executivos do clube, que está falido e paga a esses executivos (como Sergio Landau e Marcelo Murad) salários incompatíveis ao que no mercado uma empresa na situação do Botafogo pagaria. Diz que as pessoas estão com salários atrasados, e que é inadmissível. Diz que a responsabilidade é toda do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, que sempre aprovaram contas, aprovaram orçamentos, nunca contestaram nada.

Critica as sonegações via Companhia Botafogo, que "não foi feita para isso".

Reclama das humilhações a que o clube fica submetido, como piadas até do prefeito. Diz que deveriam ter entrado com ação logo em 2013, e critica o presidente que novamente se ausentou num momento importante.


20:36: diretor executivo Sérgio Landau

Diz que a reunião sobre a entrada ou não na justiça em 2013 foi inconclusiva, e que as ações atuais são tomadas conforme orientações do escritório contratado.

Diz que desde 2007 essa prática é adotada na Companhia Botafogo. Que desde a Liquigás que os contratos entram pela Companhia Botafogo. E que a gestão atual apenas manteve está prática.

Quanto às remunerações, diz que de fato é remunerado, pois é profissional, e por isso está lá se dedicando o dia todo. E que também está sem receber como os demais funcionários.


20:41: conselheiro André Barros (MCR)
Reclama da imprensa, relativiza a situação ao lembrar que o Flamengo é lanterna e o Vasco está na segunda divisão, e diz que a situação atual pode fortalecer o elo entre time e torcida, e que isso salvou o clube em outras vezes. Reclama da ameaça do presidente de retirar o time do Campeonato Brasileiro. Pede mobilização da torcida e apóia a proposta do Conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo), que pede que o Conselho Deliberativo discuta um plano de recuperação.

Diz que qualquer solução passa pelo afastamento do presidente Maurício Assumpção, seja por renúncia ou licença, visto que o presidente sequer aparece numa reunião importante como essa e não tem mais condições de permanecer à frente do clube.

20:45: grande benemérito Carlos Eduardo (Mais Botafogo)

*Álvaro Moreira da mesa pede que os membros do Conselho Diretor não se retirem do salão pois podem ser demandados pelos inscritos com perguntas ou pedidos de esclarecimento.

Grande benemérito Carlos Eduardo (Mais Botafogo) diz que se sente orgulhoso por não haver brigas na reunião de hoje como muitos previam.

Lamenta a ausência do presidente Maurício Assumpção, e destaca a questão da comissão do contrato de patrocínio para a empresa de familiares do presidente. Considera a situação inaceitável, que jamais se poderia permitir que empresa de familiares recebessem do clube.

Cita matéria do globoesporte.com, segundo a qual há 68 milhões de reais em aberto até o fim de 2014, que seriam 24 milhões de reais já vencidos e o restante até o fim do ano. Pergunta ao Conselho Diretor se essa informação é correta e se há receitas disponíveis para 2015, uma vez que agora o patrocínio "estará reforçado pelos 5% que não serão mais pagos à família do presidente Maurício Assumpção".

Pede também que mesmo que o presidente Maurício assumpção não decida se afastar por conta própria, que o Conselho Deliberativo, no uso de suas atribuições, lhe conceda licença até o fim de seu mandato para "refletir", e que o vice-presidente geral Paulo Mendes é mais apto e tem mais condições de conduzir o clube neste momento.

20:52: diretor financeiro Marcelo Murad.

Confirma o número de 68 milhões de reais para fechar o ano, e diz que estão tentando vender algum jogador para obter recursos.

Que para 2015, restam apenas 5 milhões de reais a receber da TV no ano inteiro, já considerando os parcelamentos do Refis.

Sobre patrocínio não sabe dizer, pois "não é do departamento comercial".

Sobre salários, diz que nenhum dos executivos do clube recebe há três meses, como os funcionários.


20:55: conselheiro Vinicius Assumpção (MCR)

Vinicius Assumpção (MCR) se diz decepcionado com a ausência do presidente, pois haveria esclarecimentos importantes a serem prestados. Lamenta também que em regra as reuniões do Conselho Deliberativo são muito esvaziadas, com pouco quórum.

Diz que o que precisa ser modificado é o modelo, e concorda com o conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) quanto ao Conselho Deliberativo elaborar um plano de recuperação para o clube. Concorda também que o próprio Conselho Deliberativo tem muita responsabilidade em tudo por sua pouca atuação.

Por fim, Vinicius Assumpção (MCR) diz que a saída é convocar a torcida, com ingressos baratos, uma vez que o Sou Botafogo tem pouca adesão.


21:04: conselheiro Paulo Marcelo Sampaio (MCR)
Discorre sobre a história do clube, relembra outros momentos, lê um texto de jornal antigo e diz que o clube não vai acabar.


21:06: Benemérito Menezes.

Recorda tempos antigos, fala de seus antepassados que jogaram pelo clube, homenageia benemérito ausente, reclama dos uniformes atuais, conta a origem das meias cinza e histórias de Carlito Rocha.


21:12: Conselheiro Gláucio Cruz

Critica o presidente Maurício Assumpção e o Conselho Diretor. Diz que já havia feito ponderações ao André Silva (ex-presidente do Conselho Fiscal), então presidente do Conselho Fiscal. Reclama de algumas respostas do diretor financeiro, que alega não saber alguns números ("isso é com o jurídico").  Faz outras críticas à diretoria.


21:20: vice-presidente de finanças e de futebol Francisco Fonseca

Diz que o Conselho Diretor buscou sim soluções. Reclama da Lei Pelé, que segundo ele não permite que se mande embora os atletas. Se fizesse isso, o clube teria de pagar o contrato todo e a dívida apenas seria jogada para frente. Diz que todas as possibilidades de reduções drásticas de despesa no futebol seriam apenas momentâneas e não resolveriam. E que não dá para mandar um elenco inteiro embora sob risco de rebaixamento.


Grande benemérito Carlos Eduardo (Mais Botafogo) pergunta que jogadores o Botafogo possui.


Francisco Fonseca diz que apenas Emerson Sheik e Ramirez pertencem ao Corinthians e em todos os demais o Botafogo tem alguma participação nos diretos, que o Botafogo tem direitos sobre algo em torno de 85% do elenco, mas que a maioria já foi negociada com parceiros que emprestam dinheiro ou ajudam o clube de alguma forma. Alguma negociações são através de "cestas" , isto é, percentuais de direitos de vários jogadores.

Sobre o jogador Lodeiro, diz que o jogador pediu para sair porque "não tinha mais clima para continuar no Botafogo". Reforça que não foi uma iniciativa do Botafogo, mas do jogador. Explica que o que ocorre é que muitas vezes o Botafogo já deve ao próprio empresário do jogador, e por isso grande parte do dinheiro não entra no clube.

Diz que apesar de todas as dificuldades o clube conseguiu pagar neste ano 20 milhões de reais de dívidas antigas. Que o fato do dinheiro não entrar direto no Botafogo não significa que tenha sido perdido, mas sim usado para abatimento de alguma dívida.


21:30: Grande Benemérito Carlos Augusto Montenegro.

Parabeniza a grande presença do Conselho Deliberativo e o "alto nível do debate".

Sobre saída do presidente, diz que para haver impeachment é necessário um processo longo. Para renúncia, de 160 conselheiros pelo menos. Diz que vai iniciar o processo eleitoral na próxima semana.

"Acho que ele tem que ficar."

Diz que está disposto sempre a ajudar, "desde que solicitado", qualquer presidente do Botafogo.

Considera a questão da empresa de familiares do presidente Maurício Assumpção imoral, antiética, e em que em mais de vinte anos de Botafogo "jamais tirou um centavo do clube", e que "jamais faria isso".

Mas que independentemente disso, ele foi eleito presidente, faltam apenas três meses, e ele tem de ficar até o fim, "mesmo humilhado, sem poder ir a jogo, sem poder ir à praia".

"O mandato foi bom até dezembro do ano passado e nos últimos sete meses foi um desastre. Botou alguns amigos, achando que seria melhor com pessoas mais próximas, mesmo não profissionais, e foi um desastre."

Conclama o Conselho Deliberativo a uma grande união.

Diz que os candidatos deveriam "começar a transição amanhã". Comparecer em dupla (candidato mais uma pessoa) e conhecer exatamente como está a situação em cada departamento - marketing, jurídico, financeiro, etc.

Diz que o dinheiro ora bloqueado não entrará no clube mesmo com o Ato Trabalhista e o Refis, pois irá direto para o abatimento de tais dívidas. A partir daí sim o clube passa a ter as dívidas equacionadas e a não ser devedor. Ou seja, não há receitas previstas.

Diz que daí a necessidade da transição começar agora com os candidatos a presidente, aproveitando o ambiente de união do Conselho Deliberativo, pois é hora de olhar para frente e não ficar culpando sempre os anteriores, e por isso os candidatos precisam saber exatamente a situação do clube para evitar surpresas posteriores e até para decidirem se querem manter a candidatura.

Sugere que o conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) reunisse mais uns quatro advogados para estudar o Estatuto do BFR e até promover alterações permitindo o sócio torcedor ou regulamentando o sócio contribuinte para que esse novo Estatuto do BFR seja promulgado com a posse do novo presidente.

Também sugere a criação de uma Comissão de Crise para administrar a situação atual, e se oferece para participar de tal comissão. Supõe até uma doação a fundo perdido de alguns colaboradores ou outra forma de socorro urgente e imediato ao clube.

Em suma, três sugestões:
- Transição iniciada agora com os candidatos.
- Reforma estatutária liderada pelo conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) para promulgação com a eleição.
- Comissão de Crise do Conselho Deliberativo para administrar o momento atual.


21:42: Vice-presidente geral Paulo Mendes.

Diz que não queria ser vice geral porque seu trabalho não lhe permite tempo de dedicação ao clube da forma que seria necessária, pois trabalha viajando em boa parte do tempo. Que nos últimos seis meses veio ao clube de 6:00 às 10:00 e depois ia para o seu trabalho, de onde só saía às 23:00. Diz que agora assumiu mais atribuições no trabalho e deve passar mais de 40 dias fora do Brasil até o fim do ano.

Diz não ter a mínima condição de ser presidente do clube nesse momento porque não tem como abrir mão do seu trabalho e o clube precisa de dedicação integral.

Diz que nessa semana um grande advogado Botafoguense propôs um fundo com contribuições de altos e baixos valores de várias pessoas para salvar o clube neste momento. Entende que a ideia é boa mas de difícil execução.

21:50: conselheiro Carlos Matos (Mais Botafogo)
Propõe que os percentuais que o clube tem sobre cada jogador sejam divulgados, inclusive antes das negociações.


21:52: conselheiro Rodrigo Pian (MCR) (erramos: ele não faz parte do grupo, embora seja da Coordenação da campanha do candidato Vinícius)
Diz que a responsabilidade do Conselho Deliberativo não pode ser esquecida, que o Conselho Deliberativo aprovou tudo isso que está acontecendo hoje, com a aprovação das contas, etc.
Pede que a transição seja imediata. Com o vice-presidente geral Paulo Mendes se recusando a assumir o clube e o presidente do Conselho Deliberativo José Luiz Rolim doente, caberia ao presidente em exercício do Conselho Deliberativo Álvaro Moreira assumir o clube e conduzir a transição.
Diz que esse processo tem de partir da própria diretoria, e não do Conselho Deliberativo. 
Elogia o grande benemérito Carlos Augusto Montenegro, que diz ser "o maior farol do clube", e pede que o ex-presidente conduza esse processo da melhor forma.


21:56: conselheiro André Barros (MCR)

Reforça a importância do elo entre torcida e time para evitar o rebaixamento e diz que a transição deve ser imediata. Sendo a renúncia ato unilateral, pede que sai da reunião de hoje uma comissão para levar ao presidente a carta de renúncia e que seja feita uma comissão de três pessoas para tocar o clube.


21:58: conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo)
Detalha sua proposta, dizendo que os atos de gestão até o fim da gestão deveriam ser compartilhados com o Conselho Deliberativo, inclusive o plano de recuperação a ser elaborado e executado.

Sobre as falas do grande benemérito Carlos Augusto Montenegro acerca da inviabilidade de remoção do presidente Maurício Assumpção do cargo, conselheiro Gustavo Noronha (Mais Botafogo) lê o Estatuto do BFR que prevê intervenção do Conselho Deliberativo para retirar o presidente em caso de algo grave, e é isso que também propõe neste momento.


22:03: Benemérito Jorge Aurélio (Mais Botafogo)

Entende que saída do presidente Maurício Assumpção deveria ser por renúncia, e que deveriam pressioná-lo para que time tal atitude, evitando batalhas judiciais.

Concorda com a proposta do grande benemérito Carlos Augusto Montenegro de criação de uma Comissão de Crise, mas que seria preciso operacionalizar isso tudo. Sobre reforma estatutária, como precisa ser votada pela Assembléia Geral, sugere que o seja concomitantemente à eleição.


22:06: Conselheiro Luiz Felipe

Manifesta preocupação com os meses que faltam para terminar o ano. Sugere que o Conselho Diretor elabore um plano, que esta reunião seja declarada permanente é que haja reuniões quinzenais para avaliar a execução do plano. E que se o Conselho Diretor se sentir inapto para essa tarefa, que o clube traga pessoas de fora para tal.


22:09: Álvaro Moreira, presidente da sessão.

Lê as propostas feitas hoje. Três delas são convergentes, sugerindo a intervenção do Conselho Deliberativo na administração.

Outra proposta versa sobre a renúncia do presidente, que a julgar pela entrevista concedida à ESPN, não parece ser a intenção dele. Mas pode ser votada uma proposta de impeachment, como foi sugerido. 

Outra proposta é sobre a criação de Comissão de Crise, como sugerido pelo grande benemérito Carlos Augusto Montenegro.


Álvaro Moreira relê:

1) Convocação de reunião extraordinária com quórum mínimo de dois terços do Conselho Deliberativo para votação do impeachment.

Álvaro Moreira ordena a saída de todos os não conselheiros do recinto para que a votação seja secreta.

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Neste momento, todos os não conselheiros saíram do salão, e ficou muito difícil entender o que era discutido. Porém, em vez de votação, houve longo debate especialmente entre o grande benemérito Carlos Augusto Montenegro e o grupo Mais Botafogo, com destaque para o conselheiro Gustavo Noronha.
Grande benemérito Carlos Augusto Montenegro é contra a intervenção do Conselho Deliberativo e contra qualquer proposta de impeachment ou algo semelhante. Alega que a eleição será em três meses, o novo presidente assumirá logo após a eleição (conforme mudança estatutária), e que ele mesmo iniciará o processo eleitoral na próxima semana. Diz também que para votar a saída do presidente ou a intervenção do Conselho Deliberativo é necessária a aprovação por maioria qualificada, isto é, ao menos dois terços do total de conselheiros transitórios e permanentes.

O grupo Mais Botafogo então fez os cálculos. São 154 conselheiros transitórios (eleitos para mandato de três anos) e cerca de 80 permanentes (beneméritos e grandes beneméritos, que são conselheiros vitalícios). Seria necessário um total de votos muito maior do que o quórum inteiro de uma sessão considerada cheia para os padrões normais.



Diante disso, ficou acordado o seguinte:

No dia 19/08/2014 haverá reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para criação da Comissão de Crise do Conselho Deliberativo.

Nesta reunião também serão decididas a composição e as atribuições da Comissão de Crise.

Atribuições: pode ser para acompanhamento ou para intervenção. Como para ser de intervenção precisaria de uma impossível maioria qualifica no Conselho Deliberativo, podemos já considerar a Comissão de Crise com atribuição de acompanhamento.

A composição deverá ser a seguinte: cada um dos candidatos a presidente e mais uma ou duas pessoas por ele indicadas. O problema é que não há nenhum candidato formal, nenhuma chapa registrada, o que em tese dá a qualquer sócio apto o direito de se declarar candidato e pedir participação em tal Comissão de Crise.

Porém, há um consenso de que os considerados candidatos são:

Conselheiro Vinícius Assumpção (MCR).
Grande benemérito Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo).
Benemérito Antônio Carlos Mantuano.
Sócio Marcelo Guimarães (Grande Salto).
Sócio Durcésio de Mello.

Atuação da Comissão de Crise: acompanhará por um tempo todos os departamentos do clube (jurídico, financeiro, administrativo, futebol, etc.) para que todos os candidatos tenham total conhecimento da real situação. A partir daí eles decidem se mantém a candidatura, se fazem novos arranjos políticos e qual o plano de ação para administrar o clube desde já.


22:55: Fim da reunião

A próxima reunião do Conselho Deliberativo, no dia 12/08/2014, será uma sessão solene de aniversário do Botafogo, conforme o Estatuto do BFR. Na semana seguinte, dia 19/08/2014, haverá a reunião extraordinária para a criação da Comissão de Crise.






04 junho 2014

Lançamento da chapa "O Grande Salto" em General Severiano



Por Thiago Pinheiro

Um dos objetivos do Botafogo Sem Medo é abrir o debate político, mostrar o que acontece em General Severiano fora do campo para os torcedores. E, nessa linha, o debate com as forças políticas é fundamental. Com isso, estive neste sábado em General Severiano para o lançamento oficial do projeto para o Botafogo do grupo "O Grande Salto". Fui convidado por Marcelo Guimarães, ex-diretor de marketing do clube entre 2009 e 2013.

Crédito: fan page do "O Grande Salto"
O grupo "O Grande Salto" existe há alguns meses. Desde outubro do ano passado até a tarde cinzenta de sábado na sede do Botafogo, foram mais de vinte encontros buscando formatar as propostas para o grande salto de qualidade do clube.

O clima era de animação na varanda do bar de General Severiano. Estava claro que os membros do grupo haviam se preparado há muito para aquela tarde. Por mais que Marcelo Guimarães fosse o líder informal de todos eles, em todos os lados havia alguém sempre preocupado em explicar algum detalhe sobre o projeto ou curioso em perguntar sobre como o convidado via o Botafogo hoje e, principalmente, onde achava que o clube deveria estar.

E, é claro, se alguém saiu de casa no sábado à tarde para ouvir o que aqueles alvinegros tinham a dizer, não era apenas para participar do churrasco (pago). Mas, sim, e principalmente, por estarem insatisfeitos, de um modo ou de outro, com a atual gestão do Botafogo e os rumos do clube.
Varanda do bar de GS onde aconteceu o encontro
E se você não está contente, acredita, obrigatoriamente, que o clube deveria estar em outro patamar. Sendo assim, era consenso para aqueles que saboreavam uma carne ao som daquele grupo pavoroso de samba que termina de assassinar canções do rock que o Botafogo deveria estar melhor. E essa diferença do que somos e onde deveríamos estar, seria alcançada com o projeto. Ou melhor, com "O Grande Salto".

E foi daí que Marcelo Guimarães interrompeu o falatório e, ao microfone, começou o seu discurso. Agradeceu aos presentes ilustres (o candidato à Presidência, Vinicius Assumpção, do MCR estava presente) e chamou para formarem fileira ao seu lado alguns dos nomes que construíram o projeto, entre eles, membros de organizadas como o líder dos Loucos pelo Botafogo e o presidente da Fogoró e da ASTOB (Associação de Torcidas Organizadas do Botafogo).

Em uma coisa todos concordavam: muita coisa tem que mudar
Neste momento, éramos cerca de 70 pessoas a ouvir Marcelo Guimarães informar que "O Grande Salto decidiu apresentar-se para o pleito de novembro", "buscando unir todas as correntes [do clube]" e com "foco no baixo clero" - entendido aqui não como aqueles em busca do toma lá, dá cá. Mas, sim, dos tradicionalmente esquecidos pelos caciques de GS.

E veio o vídeo. Sim, ele tinha 25 minutos e vocês podem conferi-lo no link abaixo. Ele é grande, contém algumas fotos retiradas aqui do Blog do Botafogo Sem Medo, mas tenta abordar todos os pontos que eles consideram importantes para o crescimento do grupo.


O início vem com uma frase forte sobre a atual e antigas gestões que eram capazes de "promover avanços, mas falham em decolar".

A partir daí, uma série de propostas e ideias são apresentadas, sempre em palavras chaves sob o escudo do clube. Algumas chamaram a atenção:

  • Aprofundar o profissionalismo
  • Implantar uma filosofia do Botafogo (jeito de jogar próprio)
  • Customização do Engenhão
  • Mudança do nome do Engenhão para Estádio Nilton Santos (é um "compromisso inegociável")
  • Espaço para as torcidas organizadas no Engenhão.
  • Criação de uma sede social no Engenhão com piscina e quadras para atrair novos sócios.
  • Mostra Olímpica Brasileira (permanente): Legado de 2016
  • Criação do Sócio Proprietário Torcedor - todo sócio teria direito permanente ao ingresso (muitos aplausos)
  • Espaço Nilton Santos (mostra permanente)
  • "Espaço Beleza em General Severiano" (mais aplausos)
E sobre as dívidas:

  • Contratação de auditoria
  • Profissionalização do setor financeiro (com um gestor com experiência em reestruturação)
  • Fortalecimento da atuação institucional e jurídica com intercessão junto aos responsáveis por programas como o PROFORTE.
  • Atração de investidores internacionais usando a nossa marca e o Engenhão durante o ciclo olímpico.
Chamou muita atenção a ausência de um dos pontos mais caros ao Botafogo Sem Medo: a abertura do clube através do voto para o sócio-torcedor. Não foi falada em nenhum momento e, dada a quantidade de propostas exibidas no vídeo, não parece mesmo ser bandeira do grupo.

Uma sugestão que fica é a listagem das muitas propostas apresentadas em formato texto, onde elas poderão ser mais detalhadas.

Não sei qual será o destino do "O Grande Salto". Porém, mesmo que você não concorde com as propostas, só o fato de eles terem adiantado o debate político sobre a sucessão, já é algo digno de aplausos. 

Marcelo Guimarães dá depoimento de apoio ao grupo

Mas, pensando no futuro deles, o fato de o Marcelo Guimarães não se apresentar como candidato em nenhum momento - é o grupo que está se apresentando para o pleito - e, somado com a dificuldade de montagem de chapa em um processo com tantos postulantes; pode indicar uma brecha para uma futura composição. O diferencial é que "O Grande Salto" chegaria com nomes e propostas para conversar, não apenas com cargos.

O Botafogo só tem a ganhar com isso.

Facebook: https://www.facebook.com/GSRUMOA2015
Blog: http://grande-salto-botafogo.blogspot.com.br/

27 março 2014

"Os números dizem mais" (comentários sobre a reunião do Conselho Deliberativo do Botafogo - 25/3)



Ontem à noite, em General Severiano, o Conselho Deliberativo do Botafogo se reuniu para votação das contas do ano de 2013, benemerências e emerências. Porém, longe da simplicidade da frase introdutória, a reunião teve uma discussão acalorada e votações inesperadas.

"O espetáculo da Democracia"
Vamos, então, aos destaques da noite.

Conselheiros


Houve uma melhora na presença, com 93 conselheiros participando da reunião, cerca da metade do total. Mas temos que destacar o baixo número de pessoas fazendo o uso do microfone para o debate ou exposição de ideias: 10.

Essa situação foi tratada pelos conselheiros Vinícius Assumpção (MCR) e Luiz Felipe (Mais Botafogo). Ambos disseram que é necessário um novo caminho, com mais participação do Conselho e um planejamento ao longo prazo.

Os números da dívida


Enquanto os votos eram calculados, o presidente Maurício Assumpção queixou-se das críticas em relação ao aumento da dívida do Botafogo e citou números, muitos números. Vamos analisá-los:

"Olha a dívida lá no teto!"
Janeiro de 2009 - R$286 milhões
Após a auditoria - R$370 milhões

Um aumento de R$84 milhões ou 29,5%

Hoje, segundo Maurício, a dívida é de R$700 milhões. Isso dá um aumento de R$330 milhões em relação ao valor auditado (R$370 milhões), o que significa um crescimento de 89,2%.

Para a defesa da sua gestão, Maurício afirmou que, se fossem pagar a dívida hoje, à vista, esta seria de R$496 milhões. Entretanto, surge uma dúvida nesse raciocínio:

O valor declarado de R$286 milhões para a dívida (depois, R$370 milhões) era o valor para pagamento à vista?

Pela fala do presidente e números apresentados, não parecia ser este o caso. Sendo assim, a comparação não parece ter sido a correta.

Com isso, a menos que se considere o valor para pagamento à vista dos R$370 milhões (em 2009), a única comparação que pode ser feita é com os R$700 milhões, não com os R$496 milhões.

O Ato do TRT


Ao ser questionado sobre os motivos que levaram o Botafogo sair do Ato Trabalhista do TRT, Maurício Assumpção respondeu que "o ato expirou no fim do ano passado, e nos termos de então não interessava ao Botafogo continuar".

Conversamos com algumas pessoas sobre a saída do Botafogo do Ato e tivemos respostas divergentes da informada pelo presidente do clube.

Pelo que apuramos, houve uma denúncia de um advogado de um ex-jogador do clube em relação às receitas da Cia Botafogo. Com isso, o presidente do TRT excluiu o Botafogo do Ato Trabalhista no meio do ano.

O Botafogo recorreu da exclusão, mas como estava em dezembro e o ato é renovado anualmente, o clube achou melhor desistir do recurso e começar a negociar um novo ato.

Na negociação, o Botafogo reconhecia dívidas trabalhistas até o ano de 2013 e que totalizavam R$90 milhões. O juiz responsável pelo Botafogo fez algumas propostas de pagamento, com o clube oferecendo R$900 mil por mês para quitação da dívida.

Entretanto, o juiz tomou conhecimento da situação da Cia Botafogo e paralisou as negociações. O Botafogo espera retornar em breve.

É bom ressaltar que Vasco e Fluminense continuam no Ato do TRT.

A discussão e a confusão


Após a sua explicação da dívida, Maurício Assumpção preparava-se para deixar o púlpito e retornar ao seu lugar. Entretanto, um conselheiro pediu a palavra e fez um questionamento sobre o Ato do TRT. Após essa pergunta, o benemérito oposicionista Carlos Eduardo Pereira pediu a palavra e questionou o presidente a respeito dos adiantamentos de receitas futuras.

"Até aqui, tudo tranquilo..."
Inicialmente, é justo elogiar a postura do Maurício Assumpção de ir ao Conselho esclarecer aspectos da sua gestão. Porém, a maneira pela qual isso ocorreu não merece elogios. Entendemos que exista uma relação pouco amistosa entre a pessoa do Maurício Assumpção e o benemérito Carlos Eduardo (e, consequentemente, o seu grupo, Mais Botafogo), mas um presidente jamais pode responder de forma debochada e cheio de ironias, ainda mais quando em outro Poder soberano do clube, o Conselho Deliberativo.

Críticas existirão sempre e os resultados da eleição de 2011, quando Maurício enfrentou nas urnas o mesmo Carlos Eduardo, comprovaram de que lado estavam os sócios. Assim, ao dizer que não sabe quanto foi adiantado, que Carlos Eduardo deveria pedir ao membro do Mais Botafogo no Conselho Fiscal que respondesse, ele ignora que aquela pode ser também a dúvida de diversos outros conselheiros e sócios ali presentes.

O mesmo se deu na pergunta final, quando Maurício foi questionado em relação ao número de sócios. Visivelmente irritado, foge da pergunta para só, enfim, falar três mil, mas sem muita convicção.

O que seguiu foram cenas ainda mais lamentáveis, mas não podemos ser levianos e condenar apenas Maurício pela confusão. Conversamos com conselheiros presentes à reunião e houve troca de acusações entre os dois, permeadas de xingamentos. E o ápice teria sido quando Carlos Eduardo chamou para briga Maurício Assumpção, repetindo o acontecido durante as discussões da implantação do novo estatuto do clube, ainda em 2008 - quando o benemérito repetiu o gesto com um conselheiro da situação à época.

Que se respeitem os Poderes do clube, que briguem as ideias e que dialoguem as pessoas.

Votações


As votações do Orçamento de 2013, vices e benemerências constituíam um teste político para a atual administração. Sendo assim, podemos dizer que ela foi aprovada, mas na recuperação (se é que isso existe ainda nas escolas).

"Vazia igual à nossa conta, presidente"
Vamos aos fatos:

1 - O grupo de oposição "Mais Botafogo" elegeu 14 conselheiros. Não foi possível precisar o número de beneméritos que eles possuem nos seus quadros, mas o grupo tem cerca de 20 votos no Conselho.

2 - A votação do Orçamento, assim como as dos vices, são indicações diretas do presidente, muito mais que as benemerências. Explico: os vices estarão ligados à sua administração, os beneméritos continuarão no clube. 

Enfim, uma derrota nessas votações seria uma derrota do Maurício Assumpção, enquanto que as eleições dos beneméritos são vistas muito mais como algo do homenageado.

Isso talvez explique a diferença nos votos dados ao Carlos Calumby para vice (48 x 42) e benemérito (43 x 44).

3 - A votação que aprovou o Orçamento 2013 teve o seguinte placar: 70 a favor, com 23 contrários. Não houve abstenções.

Posto isso, e considerando que o "Mais Botafogo" votou em peso pela rejeição, sobrariam apenas 3 votos para mapear. Número desprezível. Sigamos.

4 - Antes de a reunião começar, eu já tinha a informação que o "Mais Botafogo" (o que era natural) e conselheiros ligados ao benemérito Mantuano trabalhariam contra as indicações do André Silva e Carlos Calumby. Se eu sabia, imagine os conselheiros...

5 - Não temos os números do André Silva para vice, embora os votos a favor e contra estejam na casa dos 40, como as outras votações para vice, pelo que pudemos entender do péssimo áudio.  O que causa estranheza aqui é a diferença nos votos para benemérito: 52 a favor, 35 contra.

Na votação do André, podemos levar em consideração que ele, hoje, é o candidato da situação à sucessão do Maurício.

Assim, quem iria querer ficar mal com ele?

"Agora até que faz sentido"
6 - Dado os números, a oposição teve a ajuda de cerca de outras 20 pessoas nas votações para vices e beneméritos. Uma parte era o grupo ligado ao benemérito Mantuano (ex-vice do Maurício na 1ª gestão, além de ter sido presidente do 1º Conselho Fiscal do Bebeto e renunciado às vésperas da eleição de 2005 para concorrer), a outra certamente de conselheiros "independentes", já que a os números variaram bastante.

Poderíamos colocar na balança desavenças pessoais e questões de ego. E, também, claro!, quem não concordava com as indicações. Mas isso seria para votos "residuais", mas as votações foram muito parecidas.

7 - Entretanto, o principal indicador é: das 3 votações para vice, duas levaram 42 votos contra; outra, 43. Há um padrão aí. E é difícil acreditar em coincidências em política.

Até junho!

13 fevereiro 2014

As recentes movimentações políticas no Botafogo



Em 2009: Mauro Ney, Maurício Assumpção, Montenegro,
Mantuano e o ex-presidente do CD, Luiz Eduardo
Esta última semana foi agitada politicamente no Botafogo. Enquanto o clube anunciava reformulações em algumas vice-presidências, dois sócios lançavam a sua candidatura ao cargo de mandatário para as eleições de novembro.

Mudanças na Diretoria:

André Silva, ex-vice de futebol na primeira gestão do Maurício, vai para a vice-administrativa, no lugar de Daniel Pereira.

Chico Fonseca, vice-presidente de futebol, responde agora também pelo financeiro do clube com a saída de Carlos Calumby, que se ausentou por problemas de saúde.

O Movimento Carlito Rocha se movimenta

Ricardo Braga, do Movimento Carlito Rocha (MCR), assume a vice de patrimônio.

O MCR fez duas ações nesse período. Ricardo Braga assumiu como vice de patrimônio, cargo que ele já tinha exercido anteriormente na administração de Bebeto de Freitas.

Com isso, o MCR que foi oposição à primeira gestão de Maurício Assumpção (2009/2011), mas que o apoiou na segunda (2012/2014), finalmente integra a diretoria. O que nos leva à segunda notícia sobre o grupo.

O MCR já havia indicado o conselheiro Vinícius Assumpção (sem parentesco com Maurício) para ser o candidato do grupo, mas não havia ainda feito uma apresentação oficial. Nesta terça, o grupo apresentou uma carta do candidato aos sócios do clube em seu blog.

Mantuano lança candidatura

Quem também lançou a sua candidatura foi Mantuano, de acordo com a coluna "De Prima", do jornalista Marcelo Damato, do "Lance!":
Eleição Botafogo
O ex-presidente do Conselho Fiscal do Botafogo, José Carlos Mantuano definiu que será candidato à presidência do clube e diz possuir apoio de cinco ídolos botafoguenses: Zagallo, Jairzinho, PC Caju, Roberto Miranda e Amarildo. As principais propostas são a reformulação do programa de sócios e a construção do CT. 
Mantuano foi o candidato de oposição a Bebeto de Freitas em 2005 com as pessoas que viriam formar o grupo Mais Botafogo em 2009. Em 2008, ainda com esse grupo, aproveitou a confusão política ocorrida com a chapa Maurício Assumpção/Marcos Portella (MCR) e tornou-se o vice da chapa, sendo eleito.

O seu grupo rompeu com a gestão Maurício ainda em 2009, criando o Mais Botafogo e tendo se distanciado do Mantuano. Desde então são liderados pelo benemérito Carlos Eduardo (ex-vice-geral de Montenegro entre 1994 e 1996). 

O grupo de sustentação de Mantuano são alguns beneméritos e grandes beneméritos.

Lançamento de livro de ex-diretor pode ser lançamento de candidatura

No próximo dia 25, haverá o lançamento do livro do possível candidato, Marcelo Guimarães, ex-diretor de marketing. O lançamento será na Livraria Travessa do Shopping do Leblon, às 19h. O livro "Paixão S.A. - Como anda o marketing do clube do seu coração?" e o evento pode ser o pontapé oficial da sua candidatura.

Para o futuro

Até o momento não há um nome claro no grupo que apoia Maurício para sucedê-lo e o ingresso do MCR oficialmente na diretoria lança ainda mais dúvidas sobre quem será o candidato da situação. 

Preocupa, claro, a vice-financeira acumulada com a de futebol. São dois cargos importantes demais para serem assumidos pela mesma pessoa. Isso poderia significar uma possível candidatura de Chico Fonseca à Presidência. Entretanto, muitos no clube não acreditam que ele saia candidato.

Há, também, a volta de André Silva à diretoria. A avaliação do seu período frente ao futebol não é boa e é difícil crer que exista clima para uma candidatura sua.

Uma coisa é certa: muitas dessas movimentações passam pelo desempenho do Botafogo na Libertadores e a abertura do Engenhão ainda esse ano.  E como não definição sobre nenhum dos dois, só nós resta ligar os poucos pontos que temos.

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